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10-05-08

60 anos do que interessa

No futebol, Israel jogou apenas uma Copa, em 1970. Não fez tão feio assim para um grupo da morte. Arrancou dois empates (1 a 1 com a Suécia e 0 a 0 com a Itália) e perdeu uma, logo na estréia, para o Uruguai (2 a 0). Não passou da primeira fase.

Tudo bem, o país ganhou uma Copa da Ásia, em 1964, antes de se mudar para a Oceania e, em seguida, para a Europa, mas, à vera, o lance do futebol israelense não é título. A missão verdadeira de Israel é colocar água no chopp dos outros.

A maior estragada de todas? No dia 13 de outubro de 1993, a França recebia Israel no Parc des Princes no penúltimo jogo das eliminatórias para a Copa. Só precisava de um empate para se classificar. Deu nisto:

Terceiro gol do 3 a 2, de Reuven Atar

Detalhe: o Parc des Princes é casa da Boulogne Kop, uma organizada do PSG que é das mais racistas da Europa.

Versão musicada; se quiser, eis a extendida aqui, com narração em hebraico

No jogo seguinte, a França precisava só de um empate, de novo. Levou na cabeça, perdeu para a Bulgária, 2 a 1 - Papin, Cantona e Ginola fora da Copa de 94. Uma lição para os times que recaem no oba-oba antes da hora.

lançado por david às 13:19 | 3 cantando e rodando

09-05-08

Israel: ou vai, ou racha

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Kookin'

Pelo calendário judaico, Israel completou 60 anos na quinta-feira, dia 5 do mês de yiar. Se você já leu sobre o assunto em outras paragens, já deve ter topado à exaustão com o lugar comum das “seis décadas sem paz”. De 1948 a este momento, sexagenária já, Israel segue armada até os dentes, pressionada pela demografia, incapaz de reconhecer a tragédia dos refugiados e hostilizada – em diferentes graus – pela vizinhança, yada yada yada. O que mudou de significativo? Se for para escolher um cavalo pra selar, lá vai: o Estado Judeu é mais judaico em 2008 do que em 1948.

Sintoma: uma pesquisa recente encomendada pelo Yediot Ahronot, um dos maiores jornais de Israel, apontou Abraham Isaac Kook (1865-1935), um rabino, no topo da lista de líderes que ajudaram a constituir o Estado - só criado em 1948.

Rav Kook não foi qualquer rabino. Foi ele que criou o sionismo religioso como conhecemos hoje: uma síntese de fé e nacionalismo que se apóia na idéia de que só na Terra de Israel (Eretz Israel) a luz que vem da Torá pode ser apreciada em sua plenitude. Na Israel de Kook, a posse da terra por uma nação que conhece a verdade revelada expande a potencialidade humana e, mais ainda, solapa a barreira entre ação e conhecimento.


“O povo judeu vive na diáspora um estilo de vida sem originalidade. Tanto é assim que os estudiosos da Torá, que fazem do espírito sua vida, não podem aspirar à originalidade na diáspora. [Na diáspora], preocupação com a comunidade, trabalho físico, Lei, ensinamentos rabínicos, Talmud, Cabala, Ética, pesquisa, poesia, leveza e seriedade, gramática e gematria (numerologia) são todas percebidas como contraditórias, quando, na realidade, estão todas unidas intrinsecamente. A harmonia espiritual só pode ser encontrada em Eretz Israel. A verdadeira Torá está em Eretz Israel.”

(Orot)


No contexto do sionismo, isso é uma mensagem revolucionária, não se engane. Era no começo do século XX, quando foi enunciada, e continua assim. É essa rationale de integração que anima os ideológicos entre os colonos da Cisjordânia e os políticos do campo "nacional/religioso". É essa mesma rationale que permite que, em contraste com os religiosos-da-capa-preta, eles sirvam exército.

Há 60 anos, os sionistas religiosos formavam apenas um braço de apoio, acanhado. Hoje, diante do relativo cansaço do sionismo secular, têm janela para irradiar seus ideais e não é nada, não é nada, elegerem Kook como patrono de Israel. Na mesma pesquisa, o fundador do Estado, o socialista laico David Ben Gurion (1886-1973), ficou em segundo. O rebbe Menachem Mendel Schneerson (1902-1994), ícone da movimento Chabad/Lubavitch, terminou em terceiro. Em quarto, terminou o criador do sionismo moderno, Theodor Herzl (1860-1904). Um ordenamento assim seria absolutamente impensável em 1948.

Israel vive sob o tic-tac de um relógio "judaizante". A menor fertlidade é a dos judeus seculares, os antigos "donos" do Estado, menos de 3 filhos por mulher. Na média dos dois, os haredim, que não servem exército, e os nacionais/religiosos têm mais de 5 filhos por mãe. Se, hoje, eles são cerca de 15% da população geral, devem passar dos 20% em 2020. Apesar das grandes diferenças de visão do mundo, haredim e kippot serugot ("kipás tecidas", em hebraico, apelido dado aos nacionais/religiosos) concordam na oposição a qualquer retirada. Todo esse giro para cair nisto: ou bem se cede terra agora, ou bem se desiste.

lançado por david às 12:42 | 0 cantando e rodando

07-04-08

Quem mandou olhar pra luz?

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Me dá a 12, Aarão, me dá a 12

Moisés-Heston transformou o Sinai numa casamata contra o pecado. Moisés-Heston protegia as Tábuas da Lei com um trabuco. Moisés-Heston tinha um 11º mandamento: uma 12.

lançado por david às 00:38 | 0 cantando e rodando

18-03-08

Crepúsculo dos brucutus

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"Shoah", tabu israelense

Quer dizer então que a extrema-direita da terra dos leões-de-chácara torce o nariz para um discurso em alemão da chanceler alemã? Scheiße.

O alemão tem mais a ver com a experiência judaica do que o falafel: nossos melhores palavrões são em iídiche, nossos religiosos-da-capa-preta ainda sussurram neste dialeto deliciosamente esfarrapado e, sim, algumas de nossas músicas mais tradicionais são, na realidade, construídas por cima de melodias germânicas.

Angela Merkel não fala a língua de Hitler. Fala a língua de Arendt, Buber e Rosenzweig. Quem domina o idioma verdadeiro de Hitler não precisa pescar um verso de Schiller: basta mencionar shoah, holocausto, como algo que se deva lançar sobre outro povo - como, outro dia, fez um aspone da terrinha.

A culpa que vem lá de Abraão, pedra de toque da fortuna de um Woody Allen, é apenas parte do ser judeu. Existe outra carga, mais caseira, mais dolorosa e mais contemporânea: a vergonha alheia.

Liguem o Wagner no máximo, por favor.

Abertura de "Tannhäuser", por Karajan

lançado por david às 04:09 | 0 cantando e rodando

11-03-08

Rabisco (1)

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É só deixar a barba crescer: vem o pacote todo

lançado por david às 21:39 | 0 cantando e rodando

05-03-08

Por uma biblioteca privada

Gustavo Barroso e os camisas-marrons - Nos anais do anti-semitismo brasileiro: taí um livro a escrever.

lançado por david às 00:29 | 0 cantando e rodando

04-03-08

Água que profeta não bebe

Daime é maná, diz pesquisador doidaço.

lançado por david às 14:11 | 0 cantando e rodando

29-02-08

The next big thing

Yid hop: hip hop negro, judeu e ortodoxo.

lançado por david às 10:06 | 0 cantando e rodando

26-02-08

"Au" é coisa de cão goy, cão judeu faz "oy"

Chega de presente. O pulo do gato é a dica: custa nada e satisfaz. Da próxima vez, no lugar de um embrulho, dou uma sugestão.

How to Raise a Jewish Dog

Look out, monks. Step aside, whisperer. Rabbi Monica and Rabbi Alan show you how, step by step, to use guilt, shame, passive aggression, sarcasm, and "Conditional Unconditional Love" to create an unbreakable bond with your dog. The legendary and utterly nonexistent Rabbis of the Boca Raton Theological Seminary don't claim that they can rectify bad behavior situations, but they can make it funny. Learn such things as the five ways of commanding "Sit!" ("What, would it kill you to sit down for one lousy second?"), and how to use Situational Martyrdom when the dog disobeys ("Fine. Do what you want. I hope you have a nice life.") This spoof dog training manual will keep you howling. And the best part? You don't have to be Jewish to benefit from their program. Just neurotic. Or crazy about your dog.

Uma visão de harmonia: estereótipos dançando créu.

lançado por david às 00:00 | 0 cantando e rodando

12-02-08

Pagando um golem

Então quer dizer que a revisão de uma oração em latim fez a comunidade espinafrar o copydesk do Vaticano?

O texto original:

Oremos pelos judeus, para que Deus retire o véu que cobre seus corações e os faça conhecer nosso senhor Jesus Cristo.
Eis a versão 2.0, ratzingada:
Que o Senhor ilumine seus corações, para que (os judeus) reconheçam Jesus Cristo como Salvador de todos os homens.
A retirada da expressão “véu” diminuiu a dramaticidade da fórmula, sem comprometer o sentido - "a judeuzada tá no breu".

O presidente da Assembléia dos Rabinos da Itália, Giuseppe Laras, não ficou satisfeito. De acordo com ele, o problema mora no apelo mesmo à conversão.

Calma aí, patrício, calma. Pedir à Igreja Católica que deixe de ser, numa bolada só, “Apostólica” e “Única" é um pouco demais. Seria mais realista sugerir uma mudança de ares - para que ela deixasse de ser “Romana” (Avignon ainda tem seu charme e Tegucigalpa, afinal, é logo ali). Não, não dá. Nossa hipersensibilidade, aguçada por trinta séculos que não foram propriamente um passeio no parque, às vezes nos prega uma peça – e mais do que um mico, pagamos um golem de quando em quando.

Saímos até na boa. O Bento poderia ser mais franco:

Que Deus toque seus corações, para que os judeus optem finalmente se dão* ou descem**.
Aqui só se comenta notícia velha. Questão de príncipio.

-----------
*... a mão à palmatória.

**... ao inferno.

lançado por david às 00:38 | 1 cantando e rodando

03-02-08

Judá, ô Judá, terra do Sharon e do pandeiro

Chega de farrear no varejo. O lance é zoar no atacado. Um só carro alegórico não dá conta do holocausto. Em 2009, não tem outra: "Anne 'Saidinha' Frank: do porão à Sapucaí (Bobeou, Moisés, eu tô aí)". Enredo vencedor, aposto um shekel.

(Aliás, o que seria um carnavalesco judeu? Nem nossos patriarcas previram isso. Cotas nos barracões já.)

lançado por david às 00:35 | 0 cantando e rodando

27-12-07

Corta cabela, minha filho

Adam Sandler como um agente do Mossad que larga a vida dura e se transforma em cabelereiro em Nova York. Acompanha Rob Schneider, como taxista simpatizante do Hezbolá. "Sort of like Shampoo, Exodus and Munich rolled into one", como diz um blog. É Amós na fita, irmão.

lançado por david às 10:39 | 0 cantando e rodando

14-12-07

Feliz Hanuká

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Nós, os judeus esquemazi

Lembrança da festa de Chanuká que passou: faixa na Praia de Copacabana, com grafia estranhíssima e um ano cristão do lado. O apoio parte, entre outras, de uma entidade ortodoxa. Judaísmo tupinambá, nothing beats the feeling.

lançado por david às 12:18 | 1 cantando e rodando

11-12-07

O verdadeiro Village People

You will all go to hell

O anúncio está em inglês, fala sobre TV em alta definição, mas é muito difícil de pegar tudo. A letra aqui.

lançado por david às 11:23 | 2 cantando e rodando

10-12-07

Afroebraicodescendente

Em 1904, João do Rio, aquele que dizia que "o jornalismo é o empalamento da alma", publicou na Gazeta de Notícias uma série de reportagens sobre as religiões no Rio de Janeiro. "Religiões do Rio", como ficou conhecida a reunião de textos, virou livro que, de tão apreciado, mas tão pouco editado, virou graal de sebo.

No ano passado, o "Religiões" ganhou uma reedição de primeira e, por meio dela, você pode se confrontar com pérolas como a passagem do repórter por uma sinagoga oriental no Centro.

Foi nesta sinagoga, indicada por um negro falacha, cuja origem vem dos tempos de Salomão e da rainha de Sabá, que eu assisti ao peisan [festa de Purim].

- Oh! Eles são bons e se protegem uns aos outros - dizia o negro assombroso. - A vida do judeu pobre é a do pouco comer, do pouco gozar, do muito sofrer. Agora, fizeram a Irmandade de Proteção Israelita.

Existiam judeus etíopes no Rio àquela altura? A hipótese é fascinante para nós, judeus tupinambás, solitários em nossa brancura.

(Tome a medida de nosso abandono: por nunca contar com um negro entre suas fileiras, minha turma converteu um descendente de marroquinos, de pele escura, em negro estatutário. Levei 657 dribles dele e (como rói a frustação de um zagueiro polonês!) nunca acertei a canela do sujeito.)

lançado por david às 00:33 | 0 cantando e rodando

30-11-07

Urso do Sinai

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Terror naïf

O ursinho Moisés tem um braço maior que o outro. É feio e ainda não passou do projeto, mas tem um trunfo: o nome do escrivão dos escrivões.

Por conta da fofura profana, os rabinos vão amarrar meu nome na boca do arenque. Se eu não ceder, vão manobrar para que eu agonize sem um bagel de verdade. Ain't no Hava Naguila for you, brother.

Enquanto isso, no Sudão...

lançado por david às 02:16 | 0 cantando e rodando

25-10-07

Read the book, the only book

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100% semita


"The Yiddish Policemen’s Union", de Michael Chabon. É tão bom que você se pega soando como Tim Maia promovendo o "livro Universo em Desencanto".

Tomem emprestado. Comprem. Peçam para um amigo contar.

lançado por david às 00:32 | 0 cantando e rodando

02-09-07

É hoje

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Crédito integral a Jorge Victtor, o artista que deu o molho no nosso convite

Hoje é dia de virar a casaca. Tchau pro time dos solteiros.

lançado por david às 12:30 | 10 cantando e rodando

28-08-07

Hassidismo com um twist

Muito bem feito

lançado por david às 06:55 | 0 cantando e rodando

27-08-07

Robojew is GO

Nunca subestime um bando de nerds.

Jesus, Mary and Joseph, Green Rabbi standing by

Shalom, bitch / It's time to get rabbinical on your ass é clássico, desde já.

Robojew is GO
The power of six rabbies combined
Kickin' gentile asses all the time
Robojew, Robojew is GO


Talvez a turma da Sé conheça, mas enfim.

lançado por david às 06:22 | 3 cantando e rodando

07-08-07

Motim

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Estrela que sangra

Nas guerras existenciais que lutou (Independência, Seis Dias e Yom Kippur), Israel se guiou pela lógica do ein breirá, "não há escolha".

Internamente, não funciona. Sem o espantalho do "outro" (o árabe, o vizinho, o resto do mundo), a escolha - que sempre está lá, seja o que for - fica mais clara.

lançado por david às 23:28 | 0 cantando e rodando

26-07-07

Protocolos dos Perebas de Sião

Se algum desocupado tiver a pachorra de escrever O judeu no futebol brasileiro, uma versão judia-de-mim do clássico de Mário Filho, terá de penar pra fechar a introdução. Entre as quatro linhas no Brasil, somos um povo sem história.

Desconte-se, por absoluta falta de tempo para a pesquisa séria, o rumor de que Friedenreich tinha um pezinho em Canaã e afirme-se, sem muita janela pro erro, que nossos boleiros não deixaram marca - o Sorín é argentino, não conta.

Para se ter idéia da nossa miséria neste que é o único tema que realmente interessa, não dá nem pra montar um rol decente de pernas-de-pau da colônia. Ninguém lembra o nome deles. Dizem que um andou pelas divisões de base do Grêmio e outro, pelo Entrerriense. Zero, nada.

Mas, calma, Higienópolis, calma. Um homem parece estar na área. O filho de Israel se chama Benny Feilhaber, de 22 anos. Carioca de nascimento, joga no Hamburgo, da Alemanha, e na seleção dos Estados Unidos, país para onde se mudou com a família quando ainda era apenas moleque.

Benny já fez mais do que qualquer jogador judeu brasileiro, fácil: só neste ano, fez o gol que deu a Copa de Ouro aos EUA e, de quebra, disputou a Copa América.

Golazo, azo, azo, azo

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Bônus:

Dreidel Dreidel
em castellano.

lançado por david às 21:33 | 2 cantando e rodando

25-07-07

Just a Lil' Ghetto Boy

Principal Firebush é o meu pastor

lançado por david às 06:33 | 1 cantando e rodando

13-07-07

Habib Farfour

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Demorou, mas saiu

E eles vão criar um, dois, três Farfours.

(Se você não estava no planeta nas últimas duas semanas e não ouviu falar sobre a morte do Mickey do Hamas, pode puxar o fio da meada aqui.)

lançado por david às 00:48 | 2 cantando e rodando

10-07-07

Quem come com talher de plástico?

Ação.

Internet é que nem talher de plástico. Sei que existe, mas não faço questão de experimentar.

A tirada veio da boca do Belisário Cavalcanti, personagem da novela das oito. O autor é Gilberto Braga, aquele mesmo que, em "Celebridade", fez Renato Mendes sentenciar que "É cada vez mais difícil encontrar um parceiro de golfe neste país".

Relator, relator, novela é bom. Melhor ainda quando alguém te conta.

(Quem não gosta de novela precisa se justificar quando vê: "estava passando de canal". Quem é noveleiro se desculpa pelo contrário - e eis o meu atestado: ver TV na hora do jantar não é kosher; é taref, impuro. Pergunte pro Rabinato de Jerusalém por quê.)

lançado por david às 21:15 | 1 cantando e rodando

19-06-07

Irmãos na ruindade

Israelenses e palestinos podem se entender. Ambos detestam paradas gays e entendem pouco de bola - resultado: hoje, o combinado israelense-palestino tomou de 8x0 dos (neo)franquistas do Real Madrid e, na quinta, as bibas de Jerusalém só vão poder caminhar por meio quilômetro na sua micareta. Há esperança, mas só na lama.

lançado por david às 22:43 | 0 cantando e rodando

14-06-07

Não mais do que isto

Pela primeira vez desde a véspera da Guerra dos Seis Dias, há 40 anos, os palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia estão sob jugos diferentes. Os de Gaza, sob o Hamas. Os da Cisjordânia, sob o Fatah. Israel vigia do lado de fora da prisão, enquanto a malha se esgarça.

A começar pela Economist, os textos da semana passada sobre "a" Guerra resolviam tudo: dos refugiados palestinos a Jerusalém, das colônias ao rolo com a Síria Guardem os planos na gaveta. Ficou pra depois.

lançado por david às 16:55 | 0 cantando e rodando

13-06-07

O que se sabe lendo um ganhador do Pulitzer

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Pink Osama

Quando moleque, Bin Laden via Bonanza. Zawahiri, o Cheney dele, gostava de Mickey e companhia.

No telão do campo de treinamento, pré-11/09, os voluntários da Al Qaeda só queriam Arnold. Na biblioteca, não dispensavam um clássico sobre terrorismo sionista, by Begin.

Deixa o Mel Gibson ligar os pontinhos (Holly(iddish)wood + literatura israelense).

Clássico do Saturday Night Live

Oy vey.

lançado por david às 00:18 | 0 cantando e rodando

07-06-07

Manda que a gente faz

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Der heyliker rebbe (iídiche) = rabino santo

Fundamentalismo já.

(via Curbed LA)

lançado por david às 13:09 | 0 cantando e rodando

06-06-07

Meshugga = maluco

A gente inteligente que lê jornal talvez já conheça, mas não este blog decididamente passadista: Meshugga Beach Party. Surf music judaica feita por gente fantasiada. Só podia ser na Califórnia: o nome do único disco, de 2005, é "Twenty Songs of The Chosen Surfers".

Mais aqui e um bônus sensacional, um comercial de restaurante com a trilha deles.

lançado por david às 00:35 | 1 cantando e rodando

05-06-07

Pra morrer em paz

Ye daughters of Israel

lançado por david às 23:43 | 0 cantando e rodando

06-04-07

Coé, neguinho, coé

Como falaria um deus relativista?

- Ó, Moisés, vai lá, desce e fala pro povo largar mão daquele bode folheado.

- OK.

....

- Por que voltou tão cedo?

- Levei um pau danado. A hebreuzada me botou pra correr, suei pra voltar vivo. Por que você me mandou sabendo que eu ia me estrepar bonito?

- Você me interpretou errado, Moisés, você me interpretou errado.

- Só.

lançado por david às 00:08 | 1 cantando e rodando

05-04-07

Reality glow

Livraria na Paulista, fim da tarde, fila furada:

- Rapazinho, estou com pressa e preciso saber logo: onde fica a seção de Cabala?

I rest my case.

lançado por david às 12:50 | 0 cantando e rodando

08-09-06

O que sobrou da guerra velha (2)

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Fim, em hebraico

lançado por david às 00:46 | 0 cantando e rodando

04-09-06

O que sobrou da guerra velha (1)

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Nasrallah virado

lançado por david às 01:42 | 0 cantando e rodando

18-08-06

Cretinice ornamental

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Sidnei Marques, Brasil
Como bem apontou o Estadão esta semana, 21 brasileiros se dignaram a participar do concurso de charges sobre Holocausto no Irã. Em quantidade, só perdemos para iranianos e turcos. Salve a seleção!
Augosto Franke Bier
Carlos Latuff
Casso
Antonio Pereca
Fabiog Da Silva (sic)
Eugênio de Faria Neves
Sin Fronio
Einstein Cival
Sidnei Marques
J.Bosco
Raimondu Waldez Da C. Durate (sic)
Waldez Duarte
Marcio Leite da Silva
Osnildo
Luciano Kayser
Hector Salas
Carlos Roberto Gonçalves
Galvio
Tharley Seabra da Silva
Eloar Guazzelli
Eliene Lopes de Souza

---
Seria mais fácil se as caricaturas de ódio fossem todas mal feitas (como aquelas toscas do Der Stürmer), mas não. Algumas são bem realizadas.

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Mohammadreza Doustmohammadi, Irã

Talento não resgata ninguém do fascismo.

lançado por david às 07:23 | 4 cantando e rodando

04-07-06

Conspiração

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Like very much

O YouTube e o Borat (aka Sacha Baron Cohen) conspiram pra tirar o sono do povo. Os favoritos da casa:


Borat tenta comprar um escravo
Borat discursa na cova dos republicanos
Borat faz campanha pros republicanos

Borat canta balada anti-semita

Jagshemash!

lançado por david às 11:00 | 2 cantando e rodando

10-06-06

Jacó Mirolha

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Simplesmente não dá.

lançado por david às 12:24 | 0 cantando e rodando

26-05-06

Impasse palestino

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De mão em mão

Abacaxi, em árabe.

lançado por david às 12:52 | 2 cantando e rodando

13-04-06

Pessach, páscoa judaica

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Fight for your right to matzo

lançado por david às 01:47 | 2 cantando e rodando

12-04-06

Priez, mes amis, priez

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lançado por david às 19:31 | 1 cantando e rodando

29-03-06

O xereta. De novo

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Man of Mystery

Sem sombra, eis "o" personagem das eleições israelenses: Rafi Eitan, ex-espião, amigo de Sharon e homem que conduziu ao Knesset o partido dos pensionistas, um PAN que deu certo.

For the record, este velho batuta foi pivô da maior crise na história das relações entre Israel e os EUA, resultado de uma operação de espionagem que coordenava.

Vez ou outra, um neonazista americano se lembra e pira.

lançado por david às 04:29 | 2 cantando e rodando

O Shas. De novo

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Rav Ovadia Yosef

O rabino prometeu o paraíso. Muita gente acreditou.

lançado por david às 04:23 | 0 cantando e rodando

Os russos. De novo

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Avigdor Lieberman

The russians are coming.

lançado por david às 03:33 | 0 cantando e rodando

25-03-06

Arsenal cariocazi (2)

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Mensch

Yes, nós temos chorinho.

lançado por david às 12:36 | 0 cantando e rodando

24-03-06

Arsenal cariocazi (1)

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Yossi Walker

Yes, nós temos contracultura.

lançado por david às 10:15 | 1 cantando e rodando

23-02-06

Festa de arromba

O Haaretz entrevistou o líder político do Shas, partido de base religiosa sefaradi. Eli Yshai caiu na arapuca.


Last week, you made the rounds of some pubs in Tel Aviv. Why?

"Every so often I meet with parents who are in great fear for the fate of their children, due to the serious degeneration into drugs. You can now buy a dose of Ecstasy for NIS 50, two doses for NIS 70, and three doses for NIS 100."

Since when have you been aware of the prices of Ecstasy tablets?

"I heard from the parents. I am a public person and it is important to me that our youth, who are the future of Israel, return to tradition and begin to study Jewish values. There isn't a parent in Israel who doesn't want his children to learn Jewish tradition. When a parent comes to me and tells me that his 16- or 17-year-old son or daughter is going out on Sabbath eves and coming back the next day, after having taken one or two Ecstasy pills, and then they have to drive the car, and then they have an 'after party,' which is another party that goes on until five or six in the afternoon, and they arrive home in a 'down,' cursing, throwing up and flipping over tables, then it really hurts me."


Momento mágico.

lançado por david às 08:55 | 0 cantando e rodando

22-02-06

Em nome do pai

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Piada tardia, mas não contabilizada

lançado por david às 11:49 | 1 cantando e rodando

01-02-06

Orfeu, hebreu

Em nome da diversidade, uma celebração da judeidade (afe!).


Judia de mim, judia

(Zeca Pagodinho/Wilson Moreira)

Judia de mim, judia
Seu eu não sou merecedor desse amor
Se eu choro
Será que você não notou
É a você que eu adoro
Carrego esse meu sentimento
Sem ressentimento
É, a cana quando é boa
Se conhece pelo né
Assovio entre os dentes
Um cantiga dolente
Entre cacos e cavacos
Sorrei eu, duro nos cascos
Bem curtindo pelo cheiro dos sovacos
Judia de mim...
E quem dança qualquer dança
Na bonança não sabe o que é
No falso amor leva, fé
Quem de paz se alimenta
Se contenta com migalhas
Não se aflinge
E corrige
As próprias falhas


Cananeus de Cartola. Belo nome para um bloco, não?

lançado por david às 11:56 | 1 cantando e rodando

28-01-06

Algum semita vai perder

A Economist cantou a bola.


The Hamas charter calls on Islam to “obliterate” Israel, rules out negotiation and says no part of historic Palestine can ever be given up. Citing the Protocols of the Elders of Zion, a notorious forgery, it blames Jewish money for the French revolution, the communist revolution and the first and second world wars.

Eis a prova.


Artigo 22:

For a long time, the enemies have been planning, skillfully and with precision, for the achievement of what they have attained. They took into consideration the causes affecting the current of events. They strived to amass great and substantive material wealth which they devoted to the realisation of their dream. With their money, they took control of the world media, news agencies, the press, publishing houses, broadcasting stations, and others. With their money they stirred revolutions in various parts of the world with the purpose of achieving their interests and reaping the fruit therein. They were behind the French Revolution, the Communist revolution and most of the revolutions we heard and hear about, here and there. With their money they formed secret societies, such as Freemasons, Rotary Clubs, the Lions and others in different parts of the world for the purpose of sabotaging societies and achieving Zionist interests. With their money they were able to control imperialistic countries and instigate them to colonize many countries in order to enable them to exploit their resources and spread corruption there.

You may speak as much as you want about regional and world wars. They were behind World War I, when they were able to destroy the Islamic Caliphate, making financial gains and controlling resources. They obtained the Balfour Declaration, formed the League of Nations through which they could rule the world. They were behind World War II, through which they made huge financial gains by trading in armaments, and paved the way for the establishment of their state. It was they who instigated the replacement of the League of Nations with the United Nations and the Security Council to enable them to rule the world through them. There is no war going on anywhere, without having their finger in it.
...


Quer mais?

Artigo 32:

World Zionism, together with imperialistic powers, try through a studied plan and an intelligent strategy to remove one Arab state after another from the circle of struggle against Zionism, in order to have it finally face the Palestinian people only. Egypt was, to a great extent, removed from the circle of the struggle, through the treacherous Camp David Agreement. They are trying to draw other Arab countries into similar agreements and to bring them outside the circle of struggle.

The Islamic Resistance Movement calls on Arab and Islamic nations to take up the line of serious and persevering action to prevent the success of this horrendous plan, to warn the people of the danger eminating from leaving the circle of struggle against Zionism. Today it is Palestine, tomorrow it will be one country or another. The Zionist plan is limitless. After Palestine, the Zionists aspire to expand from the Nile to the Euphrates. When they will have digested the region they overtook, they will aspire to further expansion, and so on. Their plan is embodied in the "Protocols of the Elders of Zion", and their present conduct is the best proof of what we are saying.

Leaving the circle of struggle with Zionism is high treason, and cursed be he who does that. "for whoso shall turn his back unto them on that day, unless he turneth aside to fight, or retreateth to another party of the faithful, shall draw on himself the indignation of Allah, and his abode shall be hell; an ill journey shall it be thither." (The Spoils - verse 16). There is no way out except by concentrating all powers and energies to face this Nazi, vicious Tatar invasion. The alternative is loss of one's country, the dispersion of citizens, the spread of vice on earth and the destruction of religious values. Let every person know that he is responsible before Allah, for "the doer of the slightest good deed is rewarded in like, and the does of the slightest evil deed is also rewarded in like."

The Islamic Resistance Movement consider itself to be the spearhead of the circle of struggle with world Zionism and a step on the road. The Movement adds its efforts to the efforts of all those who are active in the Palestinian arena. Arab and Islamic Peoples should augment by further steps on their part; Islamic groupings all over the Arab world should also do the same, since all of these are the best-equipped for the future role in the fight with the warmongering Jews.
...


Tomou?

lançado por david às 04:38 | 0 cantando e rodando

26-01-06

Quem morreu

O Hamas cresceu e já fez uma vítima do outro lado da fronteira - a esquerda israelense. Quem é vivo sempre desaparece? Vivo?
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Obituários à parte, as eleições em Israel se resumem a um confronto, a partir de agora: o Kadima, com sua agenda de pragmatismo e soluções unilaterais, contra o Likud, forte na tecla da segurança. Se o cansaço prevalecer, vence o Kadima. Se o medo tomar conta, o Likud sobe. A disputa, enfim, não vai ser resolvida com bons motivos.
---
E o Likud tem chances. Bom lembrar que o Hamas já "deu" uma eleição a Netanyahu. Há dez anos.

lançado por david às 12:37 | 3 cantando e rodando

O dia

Fatah: jovem guarda ou velha guarda? Na dúvida, os eleitores palestinos expulsaram a guarda do quartel.

lançado por david às 12:21 | 0 cantando e rodando

20-01-06

Sababa

Spin Cycle. A eleição israelense tem blog.

lançado por david às 12:50 | 0 cantando e rodando

18-01-06

Bubá bem sabia

Zaftig? So what are you telling me, this Madonna, zaftig she'll never be? And this is news, in the goyish kop maybe putting in eyes, this is something G*d forgot, they shouldn't see for themselves, nu?, a pack schmendricks she takes us for? Feh. For taste, who can account?, maybe venn der putz shteht ligt der sichel in drerd, but this, excuse me for living, I doubt. Listen, a yenta like this, she shouldn't be thinking from zaftig, zaftig she should be, a kobtzen, zaftig she can afford, better than all this tsimmes, a bissel Kabbalah and suddenly with this trombenik it's redt mit mir yiddish, I should plotz...
Michael Bywater põe iídiche no Independent. Sheyn!

lançado por david às 02:47 | 1 cantando e rodando

11-01-06

Quando a maré encher

A caravana segue avante, kadima.

lançado por david às 12:31 | 1 cantando e rodando

09-01-06

Dica de um amigo

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Without mercy
Sharon was a bulldozer from start to finish. His entire life was like a lighting war. That's the way it was on the battlefield, that the way it was when he captured the Likud, that's the way it was during elections, that's the way the disengagement was carried out.

Without mercy, the bulldozer turned on his favorite children, the settlers, and wouldn't rest until there was no trace of them left in Gaza. Not one settler, not one building. Sharon waged peace the same way he waged war.

Did he really intend to continue uprooting settlements in Samaria? Judea? Some of them? All of them? By agreement? Without any agreement?

Maybe he really wanted to capture peace by force, like any other military target. But he ran out of time. 60 years this warrior expanded borders, leaving just a year-and-a-half for him to dismantle his life's work.
Amos Oz, no Yediot Ahronot (aka Últimas Notícias).

lançado por david às 12:53 | 3 cantando e rodando

06-01-06

Momentum

Agora é Olmert.

lançado por david às 13:09 | 0 cantando e rodando

05-01-06

Zorra na caserna

Sharon sai de combate com o quartel desarrumado. O Kadima, novo partido do velho premiê, não anunciou até agora a lista de candidatos para o parlamento. A ordem dessa lista pode definir quem vai ser o próximo primeiro-ministro de Israel.

Ehud Olmert
, o primeiro-ministro interino, sai na frente. Era cotado para ser o número dois antes do ocaso de Sharon. E, na chefia de governo, vai tentar mostrar que é mais do que "homem de partido" e ex-prefeito de Jerusalém.

No papel, a principal ameaça a Olmert vem do ministro da Defesa, Shaul Mofaz. O general da reserva tem um perfil à altura da eleição que se desenha, principalmente pelo que não é: não é homem de partido e não é da elite ashkenazi (de origem européia).

Mofaz nasceu no Irã. É um mizrahi, judeu oriental. Como o trabalhista Amir Peretz (um sefaradi, de origem espanhola-africana), tem forte "apelo étnico". Mas, diferentemente de Peretz, não precisa convencer ninguém de que entende de segurança.

O resto corre por fora. Shimon Peres, por exemplo, tem currículo, mas também tem uma fama difícil de escapar: perdeu eleições imperdíveis. Até uma para síndico, dizem.

---

Reza a sabedoria convencional que o Kadima pode virar poeira sem Arik, mas devagar com o andor. A última pesquisa pré-ocaso mostrava o partido de centro com 42 cadeiras no Knesset (em um total de 120), mais do que a soma dos dois maiores rivais: o Avodá (trabalhista) com 19 e o Likud, no conforto de sua decadência, com 14. Será que essa dianteira toda vai se desmanchar?

Improvável. O Kadima ocupa um espaço político real - e, de certa maneira, responde a um sentimento real: o anseio por estabilidade, na segurança e na diplomacia. Sim, o Kadima é Sharon e tudo que ele representa - linha dura na segurança, pragmatismo na diplomacia e um certo sionismo de "força tranqüila", meio nostálgico - mas em uma campanha de tiro curto, esse "tudo que ele representa" pode ser forte o suficiente para levar uma tropa sem general ao topo da colina. Na política, afinal, estandartes e espectros existem.

lançado por david às 12:40 | 8 cantando e rodando

20-12-05

Povo de merda

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Der ewige Jude (1940), O Judeu Eterno - Direção: Fritz Hippler

Judeus são estranhos. Comem de forma estranha, andam de forma estranha e pensam de forma estranha. Dos pés à cabeça, são estrangeiros e errantes, errantes e hipócritas: se dizem perseguidos, mas discriminam, acossam e matam, sob a inspiração do que chamam de Lei. Ê raça!

O texto fictício parece duro demais? Depende. Janer Cristaldo (quem?) assinaria embaixo. O luminar se espantou com a judeuzada na rua e, bem aconselhado, folheou algumas páginas de Maimônides (RAMBAM). Chegou à seguinte conclusão:


Grande humanista, o santo e sábio Maimônides. Que o Enaltecido o tenha em sua glória. Verdade que não é muito original. Estes preceitos sanguinolentos emanam dos livros da Tora, sempre citada pelo magnânimo rabino. E depois os judeus se queixam de ser uma raça perseguida.

Sara, Moisés, preparem o guarda-roupa. Deixem à mão os casacos de amianto. A fogueirinha começou a crepitar.
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Slogan do Santo Ofício:

É churrascaria de verdade. O braseiro do Torquemada nunca pára de queimar.

lançado por david às 02:25 | 10 cantando e rodando

Lição

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Desagravo

Sara, Moisés, aprendam com essa. A direita brasileira é feita de más companhias - e isso tem um lado bom: sempre aparece algum brucutu para te lembrar quem você é. A pancada acorda.

lançado por david às 02:08 | 0 cantando e rodando

15-12-05

Outra parte do corpo

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Ahmadinejad em pedaço(s)

15 mil judeus vivem no Irã. Quando vai ser a Noite de Cristal?

lançado por david às 13:14 | 1 cantando e rodando

02-12-05

Revolução do Viagra

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Blue Man Group

Ariel Sharon e Shimon Peres são velhos. Somam juntos 161 anos - e estão na vanguarda. No auge da quarta idade, deram o passo adiante e romperam com estruturas partidárias em desfiguração. Sharon abandonou um Likud seqüestrado por nacional-milenaristas. Peres deixou para trás um Trabalhismo que decidiu virar PT de 1989. Jogo mexido, gurizada perdida.

A campanha mal começou em Israel, mas uma maré já tomou forma. Os faroleiros, cascudos, sabem por onde navegar. Os calouros, apressados, perigam naufragar.

Experiência, senso de oportunidade e capacidade de manobra contam apenas metade da história. É a aura, essa sim, que faz a diferença: aura de quem construiu um Estado, aura de quase titã.

Há algo de revigorante na gerontocracia.

---

Um galo a Esculápio. A marcha da medicina vai tornar cada vez mais freqüente a presença de maiores de 70 na arena. Em outras palavras, Dirceu voltará.

lançado por david às 01:14 | 0 cantando e rodando

21-11-05

Arik, Arik

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Da esquerda pra direita, da direita pra esquerda?

Ariel Sharon condenou o Likud à irrelevância.

lançado por david às 13:43 | 8 cantando e rodando

12-10-05

Kippur

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Virado

No Rio de Janeiro, judeus recebem dinheiro para ir à sinagoga.

No Rio de Janeiro, judeus fazem corte para o populismo pentecostal.

Antes, tínhamos apenas sefaradi e ashkenazi. Inventamos um terceiro: esquemazi. Quando vamos parar de cair?

Nos perdoe, Avinu Malkenu, nos perdoe.

lançado por institucional às 18:10 | 3 cantando e rodando

21-09-05

Wiesenthal, wiener

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Tzadik, Justo

Simon Wiesenthal morreu em Viena. Era um entre 9 mil judeus vienenses vivos, talvez o mais velho deles. A condição de "judeu vienense" era, por si, uma sobrevivência. Wiesenthal, aka "Consciência do Holocausto", fazia parte de uma galeria ilustre: Mahler, Schönberg, Schnitzler, Zweig, Buber, Freud, Adler, Wittgenstein, Herzl et al, gente que fez casa numa cidade cosmopolita, onde o judeu respirava fora do gueto. Mas foi também ali que, à sombra, a serpente fez ninho.


Although Wiesenthal rejected the notion of the collective guilt of a people, he pointed out that a disproportionate number of Nazi war criminals were Austrians. He also attacked the country in the 1980s for tolerating an SS officer as minister.

"Eichmann and 70 percent of his troupe as well as two-thirds of the commandants of the concentration camps were Austrians," Wiesenthal said. "And after all, Hitler was no Eskimo either."


O serpentário não fechou. Haider ainda passeia por lá, vez ou outra. Como Wiesenthal apelava, há de se prevenir:

The history of man is the history of crimes, and history can repeat. So information is a defense. Through this we can build, we must build, a defense against repetition.

Que seja.

lançado por david às 12:26 | 1 cantando e rodando

15-09-05

A paz é rosa

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É a cidade, santa

Paga 600 pra 1 acertar a solução do conflito entre israelenses e palestinos por Jerusalém, mas parece razoável supor que essa solução, seja qual for, tem algo a ver com gays.

Há coisa de seis meses, representantes das três grandes religiões do livro se juntaram na Cidade para protestar contra um planejado megaevento GLS. Bateram tambor em harmonia e, na prática, venceram o primeiro round: os organizadores adiaram a festa por um ano.

Lição? Os seguidores das três religiões precisam de um inimigo comum para deixarem de se importunar. Como budistas e hindus estão longe demais, que entrem em ação as Brigadas dos Entendidos de Al-Aqsa.

lançado por david às 14:11 | 2 cantando e rodando

09-09-05

Pós-diluviano

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Judeus rindo.

Judeus cantando.

lançado por david às 15:55 | 1 cantando e rodando

25-08-05

Mil palavras

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Em letras menores: Smyrna, Georgia / Chapter #6699 / Spongebob Squarepants fan club meetings in Tyron's mom's basement / Every Wednesday at 7:30 PM (via jewschool)

Nothing beats the feeling.

Quem prefere humor involuntário pode se ocupar com isto ou ist'outro.

lançado por david às 12:30 | 4 cantando e rodando

22-08-05

Passado

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Ah é?

"Em Netzarim, Israel vencerá". Por tempos, o adesivo enfeitou os pára-choques da direita israelense.

Neste dia 22/08/2005, Netzarim caiu. Foi a última colônia judia esvaziada em Gaza.

Alguns nacionalistas perderam. Israel seguiu adiante.

lançado por david às 14:23 | 2 cantando e rodando

18-08-05

Gaza e depois

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Israel vive o momento da extração. A Faixa de Gaza colonizada não tem futuro. Acabou.

"Era uma obrigação", dirão alguns. Nem tanto. Quantos países entregaram voluntariamente territórios conquistados em batalha? Na história do século XX, o número de casos não enche uma mão.

Que não se subestime, então, a importância do que se passa diante dos nossos olhos. Desde o início dos anos 90, por baixo, não há notícia maior por aquelas bandas. Basta olhar o mapa. A "Grande Israel", bem pequena para os padrões brasileiros, perdeu uma costela.

E a extensão não conta metade da história. Esta retirada é qualitativamente diferente das anteriores. É unilateral. Não depende de reciprocidade, nem se baseia em esperança. Antes, é fruto cruzado do cálculo e do desencanto.

O cálculo é de Sharon: para continuar existindo, a Gaza colonizada imporia custos econômicos, militares e políticos cada vez mais proibitivos.

O desencanto é da opinião pública: o "espírito de Oslo" se evaporou de vez na esteira da Intifada, a um ponto tal que apenas 1/3 dos israelenses apóia hoje o modelo de negociações instaurado por Rabin e Peres.

Essa sintonia entre pragmatismo e ceticismo explica, no fundamental, por que a retirada acontece agora, mas não ajuda a prever o que vem a seguir.

Existem apenas indícios e as apostas estão abertas. Lá vai uma, então:

Sharon diz que a retirada vai permitir "olhar para dentro" e fazer avançar uma agenda de reforma social. Essa afirmação não deve ser tomada pelo valor de face. A questão-chave, existencial mesmo, é o que fazer com a Cisjordânia. Há no Likud, o Likud de Sharon, quem defenda a entrega unilateral de até 90% do território. Os outros 10% poderiam ser compensados com troca de terras, mas aí se torna necessário negociar, não basta informar o outro lado. O Muro já fez metade do trabalho.

O calendário eleitoral e a situação de segurança vão dizer quando e como a liderança israelense vai começar a "vender" mais essa retirada.

...

Jerusalém é outra história, bem mais longa. Fica pra outro dia.

lançado por david às 15:02 | 8 cantando e rodando

17-08-05

Retirada em pílulas

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Game Over: Sinagoga ashkenazi de Neve Dekalim

Balagan in Gaza: tem brasileira na área! Parabéns, Renata!
...
No Haaretz, a metamorfose de Sharon: de construtor a destruidor de colônias.
...
No Ynet, a extrema-direita também queima.
...
Também no Ynet, Yair Lapid desvenda o olhar fixo do primeiro-ministro.
...
No Israel Reporter, colonos dançam à beira do abismo em Neve Dekalim.

lançado por david às 03:29 | 4 cantando e rodando

15-08-05

Adeus amanhã

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Acabou

Em fotos, o último verão na Faixa de Gaza. Como não lembrar da Algérie Française?

Há ironia na derrocada.

lançado por david às 03:15 | 0 cantando e rodando

12-08-05

O nível do debate (Israel)

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Conselho de amigo... da onça
Foto de Jacob Richman

lançado por david às 03:09 | 2 cantando e rodando

11-08-05

À espera do pior

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Jerusalém, 10/08/2005: 70 mil pessoas, por baixo, rezam contra a saída de Gaza
Foto de Jacob Richman

A direita religiosa israelense se diz à espera de um milagre para impedir a retirada de Faixa de Gaza. Pelo menos no caso dos radicais mais afoitos, a espera não tem nada de passiva. Para essa turma, o momento é de antecipação - e antecipação é ação.

O senso de urgência dá o ponto de partida. A Lei prescreve a ordem. A convicção de se trabalhar em nome de um Desígnio Divino, o combustível. Num jogo com tantas maiúsculas, não falta pretensão para ser mensageiro.

Os pessimistas profissionais têm um monitor prospectivo de desastres. Em língua de gente, um merdômetro. E o merdômetro está no último.

lançado por david às 03:05 | 0 cantando e rodando

Causa perdida


Por que sair de Gaza? Amiram Barkat ajuda a explicar, no Haaretz:


For the first time since the establishment of Israel, the proportion of Jews living in territories under the country's control has dropped below 50 percent, standing slightly more than 49 percent, according to a probe conducted by Haaretz.

The results are based on figures supplied by Israel and the Palestinian Authority's official statistics bureaus.

According to the figures, following the upcoming disengagement, the proportion of Jews in territories under Israeli control will jump to 56.8 percent. As a result of this development, demographic expert Prof. Sergio Della Pergola of the Hebrew University said the country is ensured of a Jewish majority within its territories for the next 20 years.


Taí a bomba verdadeira.

lançado por david às 02:34 | 2 cantando e rodando

05-08-05

E agora, Moisés?

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Montagem sobre slogan do banido e fascista Kach:
Agora todos sabem. Kahane estava certo

Há uma sociedade que não consegue conter os fascistas no seu quintal. Nesta sociedade, um radical movido pela fé e pelo nacionalismo sai de casa para matar civis num ônibus. E mata. Após a sangreira, os companheiros de viagem daquele terrorista fervem o caldo das teorias conspiração e encontram um jeito de culpar os inimigos, estejam eles deste ou daquele lado do muro.

Esta é a sociedade palestina.

Esta é a sociedade israelense, a sociedade de Eden Natan Zada: desertor, militante da extremíssima-direita e terrorista que matou quatro árabes israelenses num ônibus.

E agora, Moisés? Que tal ser equânime na brutalidade? Como um leitor da imprensa israelense bem sugeriu, por que não se põe abaixo a casa da família dele?

lançado por david às 02:08 | 4 cantando e rodando

03-08-05

Surfin' Safari

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Slogan do desespero: judeu não expulsa judeu

Quem está contra a retirada israelense da Faixa de Gaza? Rabinos extremistas, colonos radicais, ultranacionalistas - e alguns surfistas. Meia dúzia deles, de acordo com o Haaretz, prefere se afogar a abandonar as praias de lá.

Esse bando de mishingne (i.e.: maluco) precisa ficar mais zen. Umas aulas com o Surfing Rabbi podem ajudar.

lançado por david às 03:37 | 3 cantando e rodando

28-07-05

Chibatadas de fogo

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Sharon amaldiçoado

É oficial. Sharon está amaldiçoado. Abraham Rabinovich, do Australian, conta:


A group of right-wing Israeli extremists gathered in a cemetery at night last week to pronounce a Kabbalistic curse calling for the swift demise of Prime Minister Ariel Sharon because of his initiative to evacuate Israeli settlements from the Gaza Strip.

At least one member of the group had participated in a similar ceremony 10 years ago, which was held shortly before the assassination of then prime minister Yitzhak Rabin.

However, the organiser of last week's ceremony, Michael Ben-Horin, said assassination was not an option this time.

"The security around Sharon is 10 times tighter than the security was around Hitler and Stalin," Mr Ben-Horin said. "No man will be able to kill him."

Instead, he said, the participants were relying on the "angels of destruction" invoked in the medieval curse, known as pulsa denura, or lashes of fire. Mr Sharon, said Mr Ben-Horin, might simply go to sleep and not wake up. Israeli courts have ruled in the past that the pulsa denura ceremony did not constitute a criminal offence.


Para Shahar Ilan, do Haaretz, os extremistas que fizeram a cerimônia querem saber mesmo é de marketing:

Why do people for whom a pulsa denura is held die? A. Because it happens to everyone, at times long after the curse was invoked. B. Because the ceremony is usually held for very old people. C. Because these people are very often being harassed, as well. D. At least in the case of Rabin, there was someone who did not rely on the curse and decided to verify the kill.

É aí que o couro come. Fanáticos nervosos não esperam sentados. Sempre buscam fazer valer o que crêem prometido.

Dorme no ponto quem só identifica cegueira no fundamentalismo. Extremistas também calculam probabilidades - e como.

lançado por david às 01:29 | 3 cantando e rodando

22-07-05

Piada de judeu

allesauzuck.jpg
Conhecem aquela do ortodoxo doidão?

...

Levy's film is a slapstick comedy. In one scene the ultra-Orthodox Jew (who is referred to as "Uncle Ayatollah") swallows an Ecstasy pill and then, partially nude, spends time with a Palestinian girl. Other scenes show two sets of cousins: the rabbi's daughter, a young and sensuous woman who tries to seduce her non-Jewish cousin and the rabbi's son, who is also ultra-Orthodox, who it turns out had sex years ago with his secular cousin and got her pregnant, and she is now raising with her partner the daughter born from that liaison.

...

Money is the main motivation of the brothers from the house of Zuckermann. The secular son Zucker is a compulsive gambler who gets beat up by the people he cheats. Because he is mired in debt, he signs up for a national billiards tournament and hopes to win. The ultra-Orthodox brother also has elements of the stereotyped money-loving Jew. He discovers that his brother cheated him as well and to duck their mother's demand that they sit shiva together, Zucker pretends to have heart trouble and is supposedly taken to the hospital, so that he can basically carry on with his gambling. However, the ultra-Orthodox Zuckermann doesn't say anything because he wants to inherit.

"What's the problem with the fact that the Jewish characters like money?" Levy asks. "Let's stop with these cliches as if only Jews like money. I like money. Everyone likes money, and I don't care what people think about that.


Assim, o Haaretz apresenta um filme a se ver: Alles auf Zucker! É a primeira comédia judaica filmada na Alemanha desde 1945, por baixo. Comédia não-ortodoxa, como diz a propaganda, e bem-sucedida. Numa das premiações máximas do cinema alemão, Alles auf Zucker! superou A Queda - As Últimas Horas de Hitler.

Uma aposta: o diretor Dani Levy não deve escapar da fúria de gente sem senso de humor.

..........................................

Não deve chegar a tanto, mas o judaísmo mais místico tem uma praga que se pretende mortal. Chama-se Pulsa Denura.

lançado por david às 12:26 | 0 cantando e rodando

04-07-05

Extração

A loucura explode no momento da queda: os últimos dias da Faixa de Gaza.

lançado por david às 02:19 | 0 cantando e rodando

23-06-05

Sob o céu vazio

lodzsinag.jpg
Montagem sobre foto da sinagoga de Lódz arrasada
Meczenstwo Walka, Zaglada Zydów Polsce 1939-1945. Poland. No. 335

Creio no sol, mesmo que ele não brilhe.

Creio no amor, mesmo que eu não o sinta.

Creio em D's, mesmo quando ele se cala.


O texto acima marcava a parede de um porão onde judeus se esconderam durante a Segunda Guerra, em Colônia, Alemanha. Serve hoje de epígrafe para o genial Yossel Rakover dirige-se a D's, de Zvi Kolitz, da Ed. Perspectiva.

Nem pensem, corram pra ler.

lançado por david às 01:01 | 3 cantando e rodando

05-06-05

Baer, the kosher mean machine

baer.jpg
Max Baer (1909-1959)

A Slate saiu com um bom artigo sobre o lado B de Cinderella Man, um dos sucessos certos desta temporada no cinema. O lado B tem marra, músculos e nome: Max Baer, adversário pedreira do protagonista, James J. Braddock. Os dois existiram e lutaram. Na tela, Braddock aparece como um desafiante underdog, herói de uma América mergulhada no abismo da Depressão. Baer surge como um matador que boxeava com uma estrela de David costurada no calção.

Sim, Baer era judeu. A ortodoxia mais cega te diria outra coisa, mas quer a vera? Quem negaria o certificado kosher a um sujeito que, antes de perder para Braddock, fez o campeão da Alemanha de Hitler, Max Schmeling, beijar a lona diante de 60 mil pessoas no Yankee Stadium? Nem pensar. O sujeito lavou a alma de Jew York inteira por uns 50 Dias do Perdão!

lançado por david às 13:37 | 0 cantando e rodando

     
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