30-06-08
Smile to me, Vassili
Diga-me em quem votas, que te arrancarei os pés: as faces da Duma, o Parlamento da Rússia.

(via Presurfer)
lançado por david às 10:02 O capitalismo está em crise | 0 cantando e rodando

27-06-08
Onde o Ocidente perdeu as botas
lançado por david às 18:21 Baixa gastronomia | 0 cantando e rodando

26-06-08
Datidos datados (3)
A praça é dos pombo, como o hospital é dos com dor.
lançado por david às 19:34 Retórica | 1 cantando e rodando

Por que seríamos ricos mesmo sem álcool
Etanol de celulite*.
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* Quem insiste em botar defeito em mulher boa tem alguma agenda escondida. Por essas e por outras, é Ferro na Kurkova.
lançado por david às 00:51 Baixa gastronomia | 0 cantando e rodando

25-06-08
Foi o Cão que botou o site pra gente ver
Passei o dia inteiro brincando com Bucleta.
lançado por david às 10:54 Baixa gastronomia | 4 cantando e rodando

24-06-08
Consulta às bases
"Ir ao forró" é o equivalente parlamentar de "sair pra comprar um cigarro".
lançado por david às 09:55 O capitalismo está em crise | 1 cantando e rodando

23-06-08
Hotel California, versão INRI
lançado por david às 11:41 Baixa gastronomia | 3 cantando e rodando

Nossos kamikazes fazem piri-piri
Um dos mitos mais persistentes sobre esta terra é o da "malemolência adquirida". O sujeito desce o Equador, conta até dez e pronto, ganha ginga e, enfeitiçado por uma fórmula tupinambá, se sente irresistivelmente tentado a quebrar o protocolo. No limite, a transição de um zagueiro norueguês para um mestre-sala de escola de samba dependeria apenas de um fator: tempo de exposição ao Brasil.
Ora, vejam bem, o príncipe japonês mal havia pisado por aqui e, chocou-se Kyoto, já acenava. Ficasse mais um pouco, poderia acontecer mais. Em uma semana, seria arroz-de-festa. Em duas, estaria no programa do Amaury. Em quatro, teria "projetos". Em dois meses, seria jurado de concurso de miss. Em quatro, empresário de banda de axé contemporâneo. Em seis, truta de um bicheiro. Em oito, diretor social do América. Em dez, daria um cuecão em um assessor despachado da terrinha para resgatá-lo. E um ano depois, "entrado" de concorrente numa licitação camarada, viraria brasileiro estatutário.
lançado por david às 00:12 O capitalismo está em crise | 1 cantando e rodando

20-06-08
Sob o guarda-chuva pimp
Snoop Dogg fez "Walk This Way" the other way around: chamou Everlast e Willie Nelson para cantar uma faixa country. A dedicatória, no início da música, é sensacional. "To my main man, Johnny Cash, real american gangsta." O clipe entrou no ar esta semana. Get my money / Buy my medicine/ Buy my medicine / Buy my medicine é um dos refrões do ano.
lançado por david às 10:39 Baixa gastronomia | 2 cantando e rodando

A delícia de não saber
A vida é melhor com falsos cognatos. Exemplo: pursuit of knowledge só tem sabor como "perseguição do conhecimento": aldeões de foices e tridentes, tochas iluminando, na madruga de uma aldeia qualquer e um Frankenstein na correria, com olheira e de pijama.
lançado por david às 09:12 Retórica | 0 cantando e rodando

19-06-08
Só US$ 19,95
Sim, existe um certo Jesus Talking Doll. Moldado à imagem e semelhança de um improvável Falcon cansado de guerra (e retirado num Centro Acadêmico), o boneco espalha a Palavra.
O banner é um capítulo à parte:

O Moisés falante não tem a menor graça. É raiz demais.
lançado por david às 01:17 Baixa gastronomia | 1 cantando e rodando

18-06-08
Questão de Justiça
Em tempo de fertilizante caro, a produção não pára de crescer.
lançado por david às 09:04 Jornalísticas | 0 cantando e rodando

17-06-08
Top 7 que a Al Qaeda ainda não ouviu
Quando os homens-bomba pintarem bem no meio da zoeira pagã do Carnaval, sem tempo pra brincadeira, não vai ser por falta de aviso. Arrependei-vos e convertei-vos.
lançado por david às 00:57 O couro come | 2 cantando e rodando

16-06-08
Carecas do UK
Yes, nós temos Unabomber: carteiro, tupinambá e nazista. Obersturmbannführer Jefferson Azevedo, sieg sieg - um nazista chamado Jefferson, isso é uma paródia só.
lançado por david às 18:45 O couro come | 0 cantando e rodando

Piracicamanos, ativar
lançado por david às 15:13 Baixa gastronomia | 0 cantando e rodando

15-06-08
Fora Dunga

E o Brasil inteiro agora conhece Cabañas, um craque retrô: obeso, extremamente habilidoso e protagonista de escândalos sexuais com mulheres.
lançado por david às 19:14 A bola não entrou | 3 cantando e rodando

Datidos datados (2)
Onde se ganha a carne, não se come o bucho.
lançado por david às 12:46 Retórica | 0 cantando e rodando

14-06-08
Incidente no Buraco Quente
No dia 12 de junho, uma quinta-feira, um blindado da polícia conhecido como "caveirão" perdeu o freio numa operação na Mangueira. Pelo menos quatro pessoas ficaram feridas - e os jornais populares do Rio noticiaram assim no dia seguinte:



Não tem preço.
(Valeu pelos scans, Yuri.)
lançado por david às 17:01 Jornalísticas | 1 cantando e rodando

13-06-08
E honrarás Maradona como a seu pai
O líder da comunidade judaica argentina disse que só é judeu autêntico quem segue cada uma das leis da Torá. Resposta de um judeu pouco religioso, e do Brasil: posso não ser judeu, mas pelo menos não sou argentino.
lançado por david às 15:37 Judia de mim | 3 cantando e rodando

Tradição, família e insanidade
Vídeo mais ou menos relacionado, ao gosto do freguês:
lançado por david às 10:49 O couro come | 0 cantando e rodando

12-06-08
Datidos datados (1)
Ser mãe é padecer no Paraíso, e viver em Itaquera.
lançado por david às 12:55 Retórica | 0 cantando e rodando

Wilde, este desconhecido
Propaganda eleitoral não deveria ser gratuita. Deveríamos pagar. Eles merecem.
"Li certa vez em Oscar Wilde: 'A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes'" - assim "reza" um célebre numa inserção do PSC, Partido Social Cristão.
Se bagunçassem o script, poderiam sair falas melhores, como:
"Li certa vez em Oscar Wilde: 'Não há pecado exceto estupidez'.'"
"Li certa vez em Oscar Wilde: 'Para alguém ser popular, deve ser medíocre'."
"Li certa vez em Oscar Wilde: 'O trabalho duro é simplesmente o refúgio de pessoas que não têm mais o que fazer'."
Política assim seria melhor. Mais sincera, pelo menos.
lançado por david às 10:30 O capitalismo está em crise | 2 cantando e rodando

11-06-08
Roberto Justus é dono do Brasil
Roberto Justus merece um roteiro tupinambá à “Quero ser John Malkovich”. “Quero ser Roberto Justus” - já dá até pra visualizar: em cada situação social vivida pelo pobre do protagonista “abduzido”, Justus tomaria conta. Um Justus na fila do quilo, outro Justus como o cara do help desk na empresa, Justus de novo num bazar tucano da Daslu, e até um Justus “corintiano, maloqueiro e sofredor”.

Não sei se vocês já tiveram a oportunidade de perceber, mas todos os ricos-ricos do Brasil fazem esquina com os seus pares paulistanos - se não na origem, na vocação e no estilo. De camisa de pólo, ricos-ricos cariocas parecem “coxas-creme” de São Paulo; de gel no cabelo, ricos-ricos recifenses passam incógnitos no lado A da Oscar Freire, e por aí vai, os de Macapá e além. Pois bem, lá vai uma verdade radical: os ricos-ricos paulistanos são reflexos mais ou menos acabados do Roberto Justus, o proto-rico, o rico-alfa que pode te demitir enquanto manda decorar a casa em Punta.
Justus é um ícone. Pra começo de conversa, Justus é melhor do que Trump – no “Apprentice”, Trump parece estar sempre de sacanagem; no “Aprendiz”, Justus nem pisca. Em segundo lugar, Justus conheceu a Eliana, a maior das sub-Xuxas, no sentido do Antigo Testamento - quer dizer, por analogia, Justus é um sub-Pelé, e isso não é pouco. Em terceiro, Justus hoje cata a filha da Garota de Ipanema, o que o torna, ao menos tecnicamente, o Genro de Ipanema, tão Ipanema quanto Aécio Neves, um carioca feito. Por fim, Justus não gosta, nem pensa em vocês - precisa de mais motivo?
Quando fizerem o Almanaque dos 2000, Justus vai estar na capa. Quando quiserem desencavar um disco do baú, vão buscar “Só Entre Nós”, o clássico instantâneo dele – meninos, eu ouvi e Justus soa como um cantor de churrascaria, mas de Ibiza, do Braseiro de Ibiza.

lançado por david às 00:35 O capitalismo está em crise | 5 cantando e rodando

09-06-08
RauLOL (1)

lançado por david às 17:24 Desenho | 0 cantando e rodando

08-06-08
Três derrotas e um carnaval

Existem linhas vermelhas. Você não bota chumbinho no milkshake dos outros, você não sai pelado para barbarizar na feira, você não perde para a Venezuela, nunca.
Quando a poeira baixa, o que incomoda num vexame é a falta de luto. No dia após perder para um catado venezuelano, não há "vida que segue". Onde deveriam estar vergonha, roupa rasgada e espelho coberto, não pode se pendurar a faixa "não há mais bobo hoje". Respeito, vergonha na cara e procedimento, seja lá o que for isso, por favor.
Enlutados potenciais, um conselho: carreguem sempre uma navalha na meia para o caso de débâcle. Na final da Copa de 1998, Edmundo sabia, era o único com juízo. Quando Rivaldo colocou uma bola para fora, para o atendimento de um “companheiro” francês, o Animal reclamou. “Isso aqui é final de Copa do Mundo”, teria dito. Tava certo. Não há fair play quando seu time cai diante de uma seleção que só estava no torneio porque era anfitriã (para 90 e 94, os franceses não tiveram competência sequer para se classificar). Como carregava uma navalha de metáfora, uma navalha de idéia, Edmundo foi o único que se salvou.
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Neste fim de semana, fez um mês a derrota do Flamengo para o América do México. Os loucos como eu ainda estão de shivá, como se diz no judaísmo, luto fechado mesmo. Sei que serei voto vencido no conselho talibã, no sinédrio dos desequilibrados, mas ainda acalento a idéia de que nós flamenguistas deveríamos lembrar o dia 7 de maio como uma data nacional. Cabañas nos presenteou com uma Batalha do Kosovo inteirinha, rezas e decapitações incluídas. Reencenaríamos o 3 a 0 todo ano, como num combate entre cristãos e mouros de procissão. Comandados por um peladeiro obeso, os “mouros” ganhariam sempre no teatro da vergonha rubro-negra. Nos estertores, um dos nossos, da arquibancada cenográfica, enunciaria: “Décimo-primeiro mandamento: Nunca recairás no oba-oba”. Pano rápido e uma rodada de cerveja de graça. Fim.
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O espírito "esportivo" só é espírito porque desencarnou, estrebuchou de bala em Berlim, 1936. Se você pode brincar de olimpíada sob Hitler, não há limite pro esporte.
lançado por david às 21:46 A bola não entrou | 2 cantando e rodando

07-06-08
Hello Mortal Kombat '08

lançado por david às 15:11 Desenho | 3 cantando e rodando

06-06-08
À meia-noite, meu scrap deletará sua alma
Nem morto o brasileiro escapa do Orkut.
lançado por david às 12:34 Baixa gastronomia | 2 cantando e rodando

Golpe milenar
Pára tudo. Como é que você não aprendeu a lutar karatê com Kooh?
lançado por david às 12:30 O couro come | 0 cantando e rodando

O imperativo do foda-se em stand-by
A Eurocopa não tem Bolívia, não fixa cota pra os kuwaits da vida. Na Eurocopa, nós vemos se desfazer pela TV o mito da hegemonia tupinambá. Sem Argentina, sem Brasil, o melhor torneio continental de todos dá mais caldo do que a média dos jogos de Copa do Mundo. Mais ainda, só quando os europeus estão entre eles é que Dinamarca e Holanda - essenciais para o futebol internacional ter graça - conseguem ganhar alguma coisa.
Por que Dinamarca e Holanda importam?
1- São inconstantes. Num universo de seleções de primeira - Brasil, Argentina, Alemanha e Itália - que (quase) sempre dão as caras, elas volta e meia somem, escorregam, quebram a firma mesmo. Cagar um jogo com estilo é uma virtude. Em consonância com essa idéia, a Dinamarca fez sua parte em 2008: está fora da Euro.
2- Jogam bola, criam moda. A Dinamarca inventou o 3-5-2 e a Holanda, o futebol moderno - só.
3- Ligam sempre um foda-se, mesmo que em stand-by. A Dinamarca de Laudrup não se concentrava, achava idiotice, e, meio na base da gozação, levou a Euro '92 - era convidada, jogava no lugar da Iugoslávia, que implodia. A Holanda tá sempre em guerra interna e, mesmo quando ganha, como em '88, mantém um derrotismo residual que te diz: há mais do que triunfar no futebol.
4- Holanda 4 x 0 Argentina, Copa de 74. Dinamarca 6 x 1 Uruguai, Copa de 86. Coça é coça. Pau na canalha.
lançado por david às 00:04 A bola não entrou | 0 cantando e rodando

05-06-08
Top 7 do acordeão inesperado
Junto com o comunismo, que começou a virada no Nepal, voltará o acordeão. Daí para a ressurreição do Bangu vai ser um pulo.
lançado por david às 01:19 Baixa gastronomia | 1 cantando e rodando

03-06-08
Filosofa, Magda
"Isto foge da minha ossada" - é o melhor equívoco que ouço em algum tempo. Morreu? "Fugi da minha ossada." Engordou? "Fugiu da sua ossada."
lançado por david às 19:09 Retórica | 0 cantando e rodando

02-06-08
O talento de Churchill
Churchill tinha um talento secreto. Churchill era ventríloquo de Pato Donald.
lançado por david às 00:44 Retórica | 0 cantando e rodando

01-06-08
Nobody move, nobody get hurt
Trecho da entrevista do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, um cabra renomado, à Folha deste domingo (01/06):
Para começar, eles não deram uma facada. Se eles quisessem decapitar um engenheiro, não seria tão difícil. Foi mais uma bagunça. E todo mundo com um facão, com um pedaço de pau, não é das situações mais agradáveis. Não esqueçamos que esse caso de Altamira já ocorreu em 1989. A diferença é que a pessoa não se mexeu, então não se cortou. A situação é muito parecida, só que na época não deram atenção, não fizeram esse escândalo todo porque agora o caso está conectado a outras coisas.Resumo:
1- A culpa é do engenheiro, que se mexeu;
2- O engenheiro saiu no lucro, poderia ter perdido a cabeça;
3- A visão engana. Simplesmente não houve facada;
4- Quer dar uma surra de vara no seu vizinho e mesmo assim sair na maciota? Vista uma bata, berre em sânscrito e chame um antropólogo para te defender.
lançado por david às 00:21 O capitalismo está em crise | 0 cantando e rodando

