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30-04-08

Gentileza gera gentileza gera monetarismo

Se alguém entender o arrazoado deste grafite na região da Paulista, explique, por favor.

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Na base do giz

Lançado por david às 01:51 | 4 cantando e rodando

29-04-08

Fato: iê-iê-iê mata

Você não precisa cheirar maconha, nem fumar cocaína, para achar que roleta-russa é só tão perigoso quanto tocar Jovem Guarda ou torcer para o Bragantino - basta entrar numa ONG.


Se liga, ô alma perdida

Lançado por david às 19:58 | 1 cantando e rodando

Às vezes você me pergunta

A humanidade se divide entre aqueles que, mesmo em potência, gritariam "toca Raul" e aqueles que não.

Lançado por david às 08:41 | 1 cantando e rodando

28-04-08

Mash-up supremo: Jeremias é urubu

A bandeira diz "Jeremias é FlaManguaça" (Flamengo 1 x 0 Botafogo)

Não é a primeira vez que isso acontece. Na Suíça, uma torcida de hóquei já usou uma página do Google para zoar um time rival.

Lançado por david às 07:56 | 2 cantando e rodando

Nelson é Ned, Mandela é rodapé

Mas tudo passa, tudo passará

Um show épico? Nelson Ned no Largo do Arouche, Virada Cultural, 2008. Playback no último, público pós-apocalíptico e, sim, hits poderosos. Metade da platéia era gay; o resto estava lá travado, curioso ou convocado pelo Senhor. Foi esta gente, que junta, fez coro em "Segura na Mão de Deus", firme como se fosse "Smoke on the Water".

"Isto não é um público, é mais do que isso." Aos 61 anos, Ned cantou sentado o tempo todo. Para sair do palco, após um demolidor "Tudo Passará", precisou de ajuda. Foi ovacionado. O homem que estourou duas vezes a bilheteria do Carnegie Hall, "cantou em 45 países de três continentes" e encontrou um fã em García Marquez tomou o Arouche de assalto.

Lançado por david às 02:28 | 4 cantando e rodando

25-04-08

Dura lex, intime por Sedex

No Brasil, o sujeito é inocente até opróbrio contrário*.

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* Não há caso registrado de opróbrio favorável. Mas, em nome do trocadalho, vamolá.

Lançado por david às 11:44 | 1 cantando e rodando

24-04-08

In extremis

O Ubirajara fez um no Estádio dos Ventos Uivantes, na Ilha do Governador (1970). O Zé Carlos, outro, de pênalti, em Manaus (1997). Agora, Bruno, de falta, no Maracanã (2008). Não é todo dia que um goleiro rubro-negro marca um. Fiéis, companheiros de viagem, inimigos da fé e apóstatas, eu vi.

Doideira

Lançado por david às 07:34 | 3 cantando e rodando

22-04-08

Gojira!

Lagarto banhado no Tietê

Godzilla está em São Paulo. Veio nos punir por estas chatíssimas brigas entre jornalistas. Enquanto isso, a cidade balança como Tóquio numa série japonesa.

Lançado por david às 21:50 | 1 cantando e rodando

21-04-08

Senta no meu Aedes

O Rio anda passadista até nas suas moléstias. Nesta toada, a gripe aviária só pousará em Dengópolis lá pelos idos de 2088. Quando chegar o fim de maio deste 2008, e a poeira baixar junto com a temperatura e a umidade, Stevie Wonder poderia dar uma de arroz de festa (arroz à Jimmy Cliff), visitar a Guanabara e se autoparodiar: I've got Dengue fever, she's got Dengue fever / We've got Dengue fever, we're in love.

Lançado por david às 14:31 | 0 cantando e rodando

19-04-08

Uma mensagem cifrada, com rumo certo

Existe uma peça de sabedoria universal que explica a "licença para rosetar" dos blogueiros*: Se o seu vizinho é o Pinochet, você está moralmente autorizado a cagar no jardim do prédio. É nessa rationale que se apóia a bandalha da venda de posts - prática disseminada, Lasciate ogne speranza, voi ch'intrate. Mecânica simples, se o esperto pinta bem feio o demônio da grande mídia ("estão todos vendidos ou comprados", "é tudo manipulado"), acha que pode até "se alugar" um pouco que não, ninguém vai notar.

Mas a gente nota, ah se nota.

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* Aliás, ainda há de surgir uma desocupação de nome mais feio.

Lançado por david às 01:55 | 0 cantando e rodando

17-04-08

O elemento enquanto celebridade

Sim, existem programas mais interessantes do que fazer exercício ouvindo música hassídica no último. Um deles: vasculhar a lista de procurados da Interpol - e descobrir gente simpática e agradável.

A vida é bela
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Sérvia de Nis, procurada por roubo nos Emirados Árabes
Mire no mais velho
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Milivoj Asner, tio croata de 94 anos, procurado por genocídio e crimes contra a humanidade
Salve simpatia
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Zubaida Saddar Ud Din, o rosto do narcotráfico no Paquistão
Seja feliz
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Abdula Abdulla Haji, indiano, falsificador da pá virada
Pinte o sete
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Sergei Kornilov, descrito como "ATHLETIC BUILD - NARROW SHOULDERS, SHORT CUT FAIR HAIR (SUBJECT MAY ALSO DYE IT) HIGH AND WIDE FOREHEAD, MEDIUM EARS & ARCHED EYEBROWS, ALMOND SHAPED EYES WITH EYELID BAGS, SMILES FOLD, PROTRUDING CHI N WITH A DIM. BODY BENT FORWARD, QUICK STEP SLOW SPEECH, HOARSE VOICE, SMOKES A LOT, PROTRUDES THE LOWER JAW WHEN EXASPERATED" e procurado por "CRIMES AGAINST LIFE AND HEALTH, FUGITIVES, HOOLIGANISM/VANDALISM/DAMAGE"

Lançado por david às 06:51 | 3 cantando e rodando

15-04-08

Repubblica di Salò

Alessandra Mussolini, neta do velho Mussola, vai ser deputada na Itália, de novo. Fica a questão: você fascia ou não fascia?

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Garota do Fascismo, versão 2006

Não está certo ainda?

Lançado por david às 23:59 | 3 cantando e rodando

14-04-08

Ado-a-ado

Para uma palavra-chave pegar em política, ela tem que ser curta. Vamos supor que o "dossiê" seja, de fato, um "banco de dados" - que seja, pouco vale: "dossiê" fica, "banco de dados" voa e soa como uma promissória, expressão velha e cartorial. O mesmo para a "mensalão" x "caixa dois de campanha". Uma dá liga, outra empaca.

Teste rápido, pop: para uma palavra-chave pegar, ela tem que encaixar na "Dança do Quadrado". Se não encaixar, não vale.

Lançado por david às 19:36 | 0 cantando e rodando

13-04-08

Ensaboa, mulata, ensaboa

A pedidos para compensar isto, mando uma da Jennifer Connelly fazendo qualquer coisa. Olhaí.

Prestando atenção

Não consigo me fixar no tema do anúncio, mas eu concordo.

Lançado por david às 22:45 | 1 cantando e rodando

Favela, favela, o futuro é da favela

O Flamengo levou um couro inegável do Botafogo e, moto contínuo, veio das profundezas o coro alvinegro: "SILÊNCIO NA FAVELA".

O que fica de bom é o seguinte: ser "favela" é estar do lado certo da história. Desde os 1920, o futebol brasileiro (o jogo, a torcida, a paixão inteira) só avança quando toma o caminho do pobre. Não vai mudar tão cedo.

Como os palestinos na Cisjordânia, os albaneses no Kosovo e os latinos nos Estados Unidos, o Flamengo têm a demografia na ponta-de-lança. Quando a ampuleta escorrer, eles, os vitoriosos de hoje, pedirão para ser um pouco "favela" também. Aí, amigo, já era.

Lançado por david às 20:50 | 1 cantando e rodando

12-04-08

O futuro da pornografia

O Godoy deu a dica: Compadre Washington, o George Martin do Tchan, vai fazer um pornô no Havaí. O círculo se fecha.

Lançado por david às 15:49 | 4 cantando e rodando

10-04-08

Canibália

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Sobe aqui

Até o oba-oba deve ter algo de coerência. Taí o problema do relativismo: fica num meia-bunda conceitual.

Enquanto os brancos discutem o infanticídio indígena, uma prática em desuso, trato de um métier sempre em expansão: a putaria sancionada como crença.

Se o relativismo for à vera, deve valer para as subculturas também. Não pode tratar só de ianômami, somali ou judeu. O alemão que come gente, o brasileiro que adota o satanismo e emascula meninos, o americano que, por credo, se interna num rancho pra viver num “Éden” de pedofilia e incesto – se perguntados, todos dirão que aderiram, por ato de consciência, a um novo “corpus” social, apartado do qual formal e só formalmente estão ligados. Em outros termos, um alemão canibal não é um alemão “de fábrica”, é outro sujeito, de outra tribo.

Exagero? Nada. Para se atualizar e se redimir de seu antropologismo mofado, a tese relativista precisa de um choque de realidade: as identidades são fluidas e as relações de pertença, maleáveis. Alemão é circunstância. Alemão canibal é construção, um “salto” de cultura. O resto é determinismo ou, pior, submissão à ditadura de peritos que, do alto da cátedra, separarão o relativo do não-relativo.

Sem meia-bunda, é até aí que vai o relativismo. Topam embarcar?

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Afora os excessos, não, não há uma cultura "melhor" do que outra. A visão do pessimista informado é que todas têm zonas de sombra. Tropece e vire a esquina errada para ver como somos "melhores".

Lançado por david às 19:48 | 1 cantando e rodando

09-04-08

Ai, dossiê! Me dá o seu que eu dou o meu

Pornochancheiro, ou "por que a mão peluda atrapalha a digitação".

Onan (ah, Onan!) gingando lépido e fagueiro
Na tela e na mão do brasileiro (ô, Darlene!)

Lançado por david às 07:53 | 0 cantando e rodando

08-04-08

Um argumento sobre o Tibete

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Lançado por david às 08:55 | 0 cantando e rodando

07-04-08

Quem mandou olhar pra luz?

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Me dá a 12, Aarão, me dá a 12

Moisés-Heston transformou o Sinai numa casamata contra o pecado. Moisés-Heston protegia as Tábuas da Lei com um trabuco. Moisés-Heston tinha um 11º mandamento: uma 12.

Lançado por david às 00:38 | 0 cantando e rodando

05-04-08

O advogado do Diabo

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Sangue chamuscado

O América caiu. E eu só consigo lembrar do meu avô.

Meu avô Neco era de um americanismo existencial: era América na teimosia, era mais América quando perdia, era América como atitude de ser. Nas piadas dele com o Flamengo, time que ele autenticamente detestava, havia o desejo meio moleque de irritar a nós, filho e netos rubro-negros, mas acima de tudo um conselho: se acostume, um dia a casa cai, tente ao menos rir disso. Meu avô, apesar do pesar, não era masoquista - só sabia que a esperança, para ser pura, tem que se mirar numa redenção rara, nada assegurada, dificílima de atingir.

Reza a lenda que o Neco guardava um compacto da final América 2 x 1 Fluminense, de 18 de dezembro de 1960, let the good times roll, fazia questão de não esquecer. Nesta teimosia de lembrar, havia um anseio de restauração. A minha memória é a dele num dos últimos aniversários, à beira da piscina, com a camisa do time, não muito antes de sair deste torneio de tabela torta e resultado certo, o da vida. Meu avô, caçula, enfant terrible em um colégio de padres, nosso amigo ranheta, não existe mais. Seu mundo, o que restou dele, se esfacela diante de nós. A piscina virou prédio. O América virou timinho. Saudade.

Lançado por david às 19:14 | 4 cantando e rodando

A maçã, sempre ela

Se tivesse de convencer alguém da quadratura do círculo, rodaria esta gravação antes. Amacia qualquer um.

"O' Sailor", clássico total

A Fiona Apple é um caso. Canta, toca, compõe e, como quem não quer nada, contribui à formação visual do Ocidente ao revalidar o olhar de perdida como argumento. O olhar de Fiona nos clipes de Criminal, O'Sailor e Sleep to Dream dá salvo conduto a qualquer adolescência tardia. Só no primeiro plano mais aberto de Criminal, o do fim da orgia, ganhei uns 10 anos de licença.

Lançado por david às 01:02 | 3 cantando e rodando

03-04-08

A bunda de Mosley e o fascismo eterno

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Furunfando com o Führer

Você olha bem, até gosta do esporte, mas não escapa da conclusão. A Fórmula 1 é protofascista - em outros termos: se der um empurrãozinho, aquilo ali vira uma Marcha das Valquírias, com um ariano na dianteira. Às razões:

1- Perfeição mecânica, culto à velocidade, amor ao perigo: é um sonho futurista de Marinetti, Nous voulons chanter l'amour du danger, l'habitude de l'énergie et de la témérité;

2- Max Mosley, inglês presidente da FIA, é filho de um compadre de Benito e Adolf, e, jus à família, curte ser espancado en el culo por blonde nazi bitches;

3- Jean-Marie Balestre, francês antecessor dele, lutou na SS, e não foi obrigado;

4- A F1 só resolveu tirar a África do Sul do Apartheid do circuito a partir de 1986, e apenas na base da pressão;

5- Pilotos de Itália (Benito), Alemanha (Adolf), Áustria (Anschluss), França (Vichy), África do Sul (Botha), Finlândia (Stalin estava certo) e Espanha (Real Madrid) estão no rol de campeões. Gajos de Argentina (Perón) e Brasil (Gegê Vargas) lá figuram também, na condição de cidadãos de países suspeitos. De resto, gente de EUA, Reino Unido, Canadá e Austrália;

6- Jörg Haider, Jörg Haider, Jörg Haider;

7- O xingado Hamilton é um Jesse Owens do volante, o negão que comprova a tese.

Tem algo de brincadeira. Algo.

Lançado por david às 00:39 | 1 cantando e rodando

02-04-08

Não seqüestra, gente

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Juventus x Guarani (Crédito: jglacerda)

Seqüestro não! Apóie esta idéia é um slogan de humor involuntário. Imaginem as seqüências, imaginem.

Incesto não! Apóie esta idéia
Coprofilia não! Apóie esta idéia
Genocídio não! Apóie esta idéia
Sabe o que é isso? Humor em série de olho no Google. Eita, site mercenário.

Lançado por david às 01:51 | 1 cantando e rodando

01-04-08

Mojiquismo ou corte

Por nada, por nada, "O Estranho Mundo de Zé do Caixão" já vale pelo Pereio defendendo o status de "maravilha" do Borba Gato, este orgulho paulistano. Chega de propaganda vaticana, chega de Cristo Redentor, de bairrismo bocó. Vamos recontar essa porcaria: Borba Gato é nosso totem e Pereio é seu profeta.

O melhor do Brasil é o brasi... O melhor do Brasil é o coveiro

Parte 2, um pouco mais:

Emo, coisa do capeta

Bônus: discurso do Mojica na première.

Vocês todos morrerão e isso é bonito

Lançado por david às 00:57 | 1 cantando e rodando

     
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