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03-03-08

Gene torto

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Como diz o Assaf, hoje é Natal: aniversário do messias

Meu irmão se chama Arthur, por arapuca. Em 17 de dezembro de 1981, o sol nasceu e o Liverpool caiu: o Flamengo do Flamengo virou Flamengo do mundo. Em 30 de dezembro de 1981, meu irmão nasceu, já campeão.

O nome dele foi sugestão paterna: "o primeiro teve nome de rei, o segundo também merece um". Minha mãe gostou, pensou na Távola Redonda. Meu pai escondeu, pensava mesmo em outra redondice.

O moleque já ensaiava um "Mengo" quando ela, filha de família semitotricolor, atinou. O "Arthur" era pelo Zico, Arthur Antunes Coimbra. Ficou por isso mesmo.

Somos unidos sobretudo por algum gene torto. Meu pai é o tipo de cara que rebate com um "Muito prazer, Flamengo" à auto-apresentação de alguém chamado "Vasco Gomes" - sim, já aconteceu. Meu irmão acredita nos poderes mágicos de uma camiseta puída - "invicta" - e de um tapa na estátua do Garrincha. E eu, exilado de um Rio que dói à distância, sou aquele sujeito que sai da mesa, viaja 400 quilômetros para ver um jogo e volta para trabalhar no dia seguinte. Somos nós, os doentes.

lançado por david às 22:39, arquivado em Baixa gastronomia

Comentários

Tenho que esclarecer que a história da camisa é só meia verdade, a invensibilidade da camisa está associada ao pescotapa no busto do Garrincha.

lançado por: Arthur às 00:12 , 04-03-08

Corrigido!

lançado por: david às 00:23 , 04-03-08

Fala!




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