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30-03-08

A próxima do novo governador de NY

Isto ou isto:

GOV DISCLOSES FRIENDSHIP WITH OSWALDO MONTENEGRO
SOURCE: LINK WITH BRAZILIAN SINGER IS FLAW PATERSON WOULD NOT UNCOVER
Num New York Post perto de você. Valeu pela sugestão, Tiago.

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27-03-08

Tem Abu Sita no salão

bornayluxus.jpg
Corrijam meu árabe de "catar milho", por favor

Grupo terrorista é que nem bloco de carnaval. Às vezes, você seleciona. Em outras, você pula no primeiro que passa. Se não gostar de nenhum, você cria um novo, com meia dúzia de abnegados vestidos de Osama Bin Clóvis (Bornay?). Já ouviu falar nas Brigadas dos Mártires de Abu Sita? E na Frente de Libertação Abu Zarka? Não existem, mas poderiam e, me arrisco a dizer, deveriam.

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26-03-08

Efeito Alê (ou Platão era banguense)

Nos anos 90, o Bangu tinha um beque chamado Alê. Zagueiro-zagueiro, era botina do pescoço abaixo. Pois o Alê tinha uma excelente: quando o couro comia e ele se atabalhoava num chutão pro mato, berrava "calma, calma!". Alê espanou? Calma, calma! Alê, qual um Nelinho suburbano, isolou para além de Moça Bonita? Calma, calma! Alê era um cabra.

Ande onde ande, Alê não está só. Dentro ou fora do campo, o mundo está habitado de alês: se não assumidos, em potência. Calma, calma!, grita quem está nervoso, quem está prestes a quebrar a firma e quem está quase entregando o ouro. O "efeito Alê" nos une numa ética do desespero. Alê era um cabra.

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Bossa Nova é coisa de fruta de Ipanema; poesia à vera é Zona Oeste

Conheci três banguenses de verdade. O primeiro, um judeu de Padre Miguel; o segundo, o Sidney Rezende; e o último, o Molinari, um ex-colega de turma que, há mais de uma década, é "o" arquivo do Bangu. Não apenas por eles, mas pelo futebol que se joga nas alturas, no mundo das idéias, avanço a seguinte tese: clubes que têm hino do Lamartine Babo não podem cair para a segundona, nunca.


O Bangu tem também a sua história a sua glória,
enchendo seus fãs de alegria.
De lá, pra cá, surgiu Domingos da Guia.

Em Bangu se o clube vence há na certa um feriado.
Comércio fechado...
A torcida reunida até parece a do Fla-Flu,
Bangu... Bangu... Bangu.

O Bangu tem também como divisa na camisa,
O vermelho sangue a brilhar,
E faz cartaz, estouram foguetes no ar.


Achem um nome melhor de estádio do que "Moça Bonita", tentem.

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25-03-08

Por um futebolismo 'de esquerda'

brushestadio.jpg
Cadê a pátria?

O combinado que veste a camisa do Brasil vai jogar mais uma em Londres. Longe do Piauí, longe do Acre, longe da Gávea, longe das hostes condenadas por maldição do desamor e da geografia a babar ovos alheios, dos chelseas e liverpools* da vida.

O futebol é global, sua arena também, reza a sabedoria convencional. Bom para chineses, malaios e tailandeses que, de bola, entendem quase nada (ainda); balela para quem vibra por um jogo que conhece. A torcida só se alimenta pelo contato, bem sabem os “exilados” de seus times – visite a rodoviária num dia de jogo-chave do Flamengo ou do Corinthians para tirar a prova. Sem contato, sem a possibilidade de xingar a mãe de um chupa-sangue e, sim, ser ouvido, o laço se esgarça. E não há driblinho de agrado, um semestre sim, outro não, que dê jeito.

Um sintoma: quando se fala impunemente em “jogo de família” para descrever uma partida do nosso combinado, seja qual for o encontro, a nossa vaca tupinambá já se encontra a meia picanha do mangue. Seleção à vera é Brasil x Argentina, final do Sul-Americano de 1946: Batagliero em desfile no Monumental de Nuñez de cadeira de rodas para mostrar o estrago feito por uma entrada passada de Ademir "Queixada" Menezes; Jairda Rosa Pinto em atentado à perna de Salomon; Zezé Procópio com uma navalha sacada do meião; Chico em estado de choque após levar uma banda de um soldado e o Brasil na luta; derrota assim é detalhe. Isso só é “família” no sentido rodrigueano, disfuncional do termo.

Se nosso orgulho pela “seleção” estivesse intacto, nem falaríamos neste Bonsucesso nórdico que é a Suécia; tramaríamos como pegar a França** na curva em 2010. "A África do Sul é logo ali."

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* O que o Chelsea já ganhou? E por que cargas d’água o Liverpool não triturou o Flamengo em 81 e o São Paulo em 05?

** E o México? Saiba você que, de de uma década para cá, o Brasil virou freguês do México.

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24-03-08

No país dos bedéis biônicos

Vejam, não hesitem, vejam

A BBC colocou nestes dias uma obra prima no ar: a "cobertura" de uma eleição para representante de turma na região central da China. O documentário de 2007, parte da série Inside China, é revelador como uma batelada de artigos sobre a Terra do Bilhão nem chegou perto.

A situação é simples. Pela primeira vez, um grupo de crianças de 8 anos da cidade de Wuhan vota para escolher o monitor da classe, uma espécie de bedel mirim. Três candidatos se apresentam:

Luo Lei, filho de policiais, já é o monitor-biônico. Disciplina os colegas na base do cacete há coisa de dois anos.

Cheng Cheng
, um gordinho com cara de Mao bagunceiro, filho de uma produtora de TV endinheirada, vê no cargo um degrau para ser presidente do país.

Xu Xiaofei
, filha de uma professora, é uma garota prodígio - toca flauta, tem desempenho excelente e é querida pelos colegas, mas não sabe se impor.

Seria um idílio, algo bonitinho, um "exercício de democracia", como propõe a professora. Seria. Do começo ao fim, a campanha é suja, suja como permite a conjunção maldade infantil/ambição paterna:

Cheng Cheng negocia cargos em troca de apoio e orquestra vaias aos adversários. Luo Lei tenta comprar votos com agrados para apagar a fama de mau. Xu Xiaofei tenta uma saída à Hillary para convencer os eleitores que chorar é sinal de sinceridade. Os pais estão sempre por trás, arquitetando. Documentário de gênio.

Jornalismo simples e barato do tipo que se poderia fazer na esquina, mas não se faz.

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O Please Vote for Me está todo no YouTube. Como tem PBS e BBC no meio, repasso os links sem pudor, por partes: 1, 2, 3, 4 e 5.

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Não fui só eu que fiquei impressionado. Há um bom guia aqui.

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20-03-08

A máfia não existe sem slow

O mundo vale a pena. Só falta uma boa direção de fotografia.

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19-03-08

Spamalot

Eles querem te pelar. Eles querem "aumentar seu pênis". Eles querem que você envie as sobras para trambiqueiros na Nigéria, a título de resgate de um prêmio ou de uma herança. Se eles não conseguirem nada disso, vão tentar simplesmente te confundir.

Data: Wed, 19 Mar 2008 06:50:13 +0000
De: "Kosloski Shishido"
Para: altovoltablog@yahoo.com.br
Assunto: philosophers

God dag,

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We strongly recommend deleting this letter and avoid clicking any links.
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[RBN Networks Antivirus]

Rose. I take my leave. Now, said hercule poirot, dwarf, with
much lamentation. And thus far this he doubted much whether
it was even now a safe do thus. So gwawl went towards his
own possessions. Her to the head of the stair, watched her
out a rise offrancs. All seemed over, those present a few
monosyllables were extracted with difficulty, that shot
was heard.' 'which, according to everyone the one at cissbury,
but we will describe the because they've put on breeches
and gone for a mrs courthope took phemy in her arms, and
carried knew him. Another whom i will not name has moved
mrs. Drake, who was in impoverished circumstances letter
in the typewriter?' 'i can only conceive do that sort of
thing every time, and it ought.

God dag. À primeira vista, me encantei com a possibilidade de "dag" estar no sentido de "peixe", em hebraico, ou de "cachorro", no patuá falado pelos ciganos de Snatch. Mas não. Deve ter sido erro de digitação. É demais pedir verve surrealista aos bandoleiros do spam. Ainda.

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18-03-08

Crepúsculo dos brucutus

shoah.jpg
"Shoah", tabu israelense

Quer dizer então que a extrema-direita da terra dos leões-de-chácara torce o nariz para um discurso em alemão da chanceler alemã? Scheiße.

O alemão tem mais a ver com a experiência judaica do que o falafel: nossos melhores palavrões são em iídiche, nossos religiosos-da-capa-preta ainda sussurram neste dialeto deliciosamente esfarrapado e, sim, algumas de nossas músicas mais tradicionais são, na realidade, construídas por cima de melodias germânicas.

Angela Merkel não fala a língua de Hitler. Fala a língua de Arendt, Buber e Rosenzweig. Quem domina o idioma verdadeiro de Hitler não precisa pescar um verso de Schiller: basta mencionar shoah, holocausto, como algo que se deva lançar sobre outro povo - como, outro dia, fez um aspone da terrinha.

A culpa que vem lá de Abraão, pedra de toque da fortuna de um Woody Allen, é apenas parte do ser judeu. Existe outra carga, mais caseira, mais dolorosa e mais contemporânea: a vergonha alheia.

Liguem o Wagner no máximo, por favor.

Abertura de "Tannhäuser", por Karajan

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17-03-08

Cruise Cruise Cruise

Mais uma caneta perdida, a enésima letra trocada e minha incapacidade de distinguir direita e esquerda (nada de política) - diagnóstico batata: dança do Cruise, dislexia velocidade 3.

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Update do front: a dança do Cruise.

Cientólogos fazendo cientologices

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14-03-08

De pai pra filho (1)

GENEALOGIA1.gif

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13-03-08

Rabisco (2)

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Diablo sem Cody

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12-03-08

Cretinismo, o estágio superior do babaquismo

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Um espectro ronda a peruca de Trump

O capitalismo está em crise. O comunismo é hoje a imagem de um ditador decrépito, o socialismo depende da ruína mental de seus detratores para, em contraste, soar “razoável” e o muro, “o” muro, agora é da Cisjordânia: pouco faz, nenhuma frase pós-1989 destronou O capitalismo está em crise – não há nada mais hipnótico no varejo das frases feitas do que isto, O capitalismo está em crise.

Não é ironia de reacionário – é reconhecimento genuíno: só O capitalismo está em crise é “bengala” o suficiente para (1) atordoar quem ouve, (2) investir de autoridade quem fala e (3) dar tempo para pensar no que dizer sobre violência, transcendência ou falta de papel higiênico¹. Olavos, reinaldos e outros bizantinos do Irajá não podem nada contra isto, O capitalismo está em crise.

Pegue uma reunião de condomínio² e um vazamento na coluna do prédio, daquelas cachoeiras em potência. Os moradores terão de arcar com o custo da reforma. Será pesado, mas, no longo prazo, valerá a pena é uma facada neoliberal. O capitalismo está em crise. Os moradores terão de arcar com o custo da reforma. Será pesado, mas, no longo prazo, valerá a pena é um chamado de esperança, uma utopia de encanamento. Dona Maria, minha vizinha iluminista, guentaí que vale a pena, afinal O capitalismo está em crise.

Ao que interessa. Mesmo sem facho de luz proletária, sem Dasayev no gol, sem sorriso de Ceauşescu e sem ouriço da Albânia, O capitalismo está em crise levou muitas companheiras a “doar em vida”³ nos últimos 19 anos. Não se mexe em vanguarda que tá conspirando. Nos centros acadêmicos e em outros ambientes menos salubres, ainda funciona que é uma beleza o tal O capitalismo está em crise.

Segurai a onda, filisteus, segurai. Até que surja máxima melhor, O capitalismo está em crise. Ainda.

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¹ Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, circa 1999.

² O generais-de-pijama bem o sabem: o condomínio é a arena política da classe média.

³ Sinônimo de "dar" no bom sentido, segundo um amigo comunista.

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11-03-08

Rabisco (1)

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É só deixar a barba crescer: vem o pacote todo

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10-03-08

"Anal sex" vence "Fernando Collor"

Os fóruns do poder público na web formam uma Casa de Noca, com muito tirar e pôr: como já antecipado aqui, bots do capeta espalham pornografia no que deveriam ser espaços de debate. De uma hora pra outra, os "anais do poder" passaram a significar outra coisa. No últimos 30 dias, por exemplo, há mais sites "gov.br" atualizados com a expressão "anal sex" do que com "Fernando Collor".

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Antes era no Acre. Agora é em Goiás. No site da Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, há sacanagem de sobra.

conferencia.jpg
Créu dificuldade 1?

Link original aqui.

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07-03-08

Buchada at Julio's

O Brasil quer reciprocidade no quiprocó com a Espanha. Será que é por aí? Tratar os súditos de Julio Iglesias como malacos e mulheres fáceis não vai dar conta do escândalo. A cada masmorra, um suplício. Por estas bandas, a fórmula da retaliação deveria ser catuaba no copo, Oswaldo Montenegro na caixa e buchada no prato. Em seis horas, Madri recuava.

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06-03-08

Croquetismo

O Apostos é subproduto de chopp, calor senegalês e modorra carioca. É cria do Bar Luiz, "Bar Adolph" antes da Guerra, em um almoço tardio e sem ar condicionado. Em três anos de estrada, não acumulamos o suficiente para pagar a croquetaria daquele "dia um" - e olha que Bruno, Igor e Marcio não passam de amadores do garfo, comem pouco.

De lá pra cá, crescemos um pouco, nos nacionalizamos, mas seguimos naquela clássica "situação Silvio Luiz": na cabine, falando a meio mundo e reclamando dos croquetes que teimam em não chegar. Se há algum jabá in the making ou banqueiro que tope nos "monetizar" (afe, já imagino um Zé das Medalhas soterrado), não deixem de nos avisar. Além de uma bandeja de salgadinhos, precisamos comprar uma cueca nova para o Ruy.

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05-03-08

Por uma biblioteca privada

Gustavo Barroso e os camisas-marrons - Nos anais do anti-semitismo brasileiro: taí um livro a escrever.

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04-03-08

Água que profeta não bebe

Daime é maná, diz pesquisador doidaço.

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Hermanos ex machina

Como um coro grego, Colômbia, Equador e Venezuela impediram o debate de se tapiocar de vez por estas bandas. Volta e meia, o Brasil precisa ser resgatado da sua insignificância auto-infligida.

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03-03-08

Gene torto

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Como diz o Assaf, hoje é Natal: aniversário do messias

Meu irmão se chama Arthur, por arapuca. Em 17 de dezembro de 1981, o sol nasceu e o Liverpool caiu: o Flamengo do Flamengo virou Flamengo do mundo. Em 30 de dezembro de 1981, meu irmão nasceu, já campeão.

O nome dele foi sugestão paterna: "o primeiro teve nome de rei, o segundo também merece um". Minha mãe gostou, pensou na Távola Redonda. Meu pai escondeu, pensava mesmo em outra redondice.

O moleque já ensaiava um "Mengo" quando ela, filha de família semitotricolor, atinou. O "Arthur" era pelo Zico, Arthur Antunes Coimbra. Ficou por isso mesmo.

Somos unidos sobretudo por algum gene torto. Meu pai é o tipo de cara que rebate com um "Muito prazer, Flamengo" à auto-apresentação de alguém chamado "Vasco Gomes" - sim, já aconteceu. Meu irmão acredita nos poderes mágicos de uma camiseta puída - "invicta" - e de um tapa na estátua do Garrincha. E eu, exilado de um Rio que dói à distância, sou aquele sujeito que sai da mesa, viaja 400 quilômetros para ver um jogo e volta para trabalhar no dia seguinte. Somos nós, os doentes.

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Londres, cidade aberta

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O direito inalienável de controlar seu parachoque*

(*Toda a honra ao Marcelo, correspondente não-oficial e não-remunerado na terra da Coroa)

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