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31-01-08

Marcha do hipocondríaco

"Doutor, eu não me engano, meu coração pára este ano."

Lançado por david às 04:14 | 1 cantando e rodando

28-01-08

Enquanto vivo

Está lançada a campanha: vamos colocar Erasmo Carlos na nota de R$ 50.

Lançado por david às 00:34 | 1 cantando e rodando

22-01-08

A dinâmica da moda

oscarvintage.jpg
Copan não dá

Niemeyer já passou de idade de ser velho. Virou vintage.

Lançado por david às 12:35 | 1 cantando e rodando

18-01-08

Perdeu, samurai, perdeu

Conheço um camarada que tem um bordão sensacional: "pra descontrair o ambiente". De quando em quando, no trabalho, numa mesa de bar, ele fala algo que ninguém espera. Exemplo zero, que deu origem à expressão: "E aí, fulano? Vamos dar uma meia hora daquelas ali na esquina?" (Surpresa) "Calma, é só pra descontrair o ambiente", ele mesmo responde. E por aí vai. O cara chama os amigos de "filhos da puta", "pra descontrair o ambiente", e manda você para os lugares mais exóticos ("casa do cacete" é só o começo), sempre a serviço da descontração, do ambiente. É uma figura cândida.

Pois bem. Em tributo, lá vai uma para "descontrair o ambiente". É um programa da TV japonesa que leva ao paroxismo (palavras difíceis garantem felicidade?) a brincadeira do quem-ri-primeiro-paga-prenda.

Banzai!
(via TV in Japan)

Lançado por david às 14:13 | 0 cantando e rodando

Topo teste toxicológico

Qual é possibilidade real de você ver um sujeito de terno branco limpo, tapa-olho e uma garrafa de Caracu na mão, andando na Consolação de madrugada? Pois é, eu vi. A Fortuna piscou pra mim.

Lançado por david às 10:04 | 5 cantando e rodando

17-01-08

Comunicado da vanguarda em armas

Como previsto aqui, saiu o funk do Suassuna.

Rutherford, Bohr... Rutherford, Bohr...

O ciclo da "coisa nossa" se completa. O créu-velocidade 5, o bumba-meu-boi, os lanceiros do maracatu, o Tranca-rua, o Zé Pelintra, a Preta Gil e, agora, o Suassuna funkeiro: tudo faz sentido, e Macunaíma-Otelo grita "Carne de minha perna!". Síntese, meu amigo Hegel, é apoteose.

No Brasil, qualquer idéia séria, quando enunciada, soa como um enorme título de samba-enredo.

Lançado por david às 00:57 | 10 cantando e rodando

16-01-08

Mooca, Meca paulistana

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Meninos, eu vi

Foi 1x1, mas o melhor do jogo foi a reação de um torcedor à substituição de um jogador do Juventus, que estava mal.

Urra, meu, e agora? Você só me decepciona. De quem eu vou reclamar de agora em diante?
Valeu as férias.
---
Para os cariocas que não conhecem, a Mooca é uma espécie de Irajá com esteróide.

Lançado por david às 21:00 | 3 cantando e rodando

15-01-08

Ordem, progresso... e o design, como fica?

O neozelandês Josh Parsons, filósofo/músico/desenvolvedor de software, teve a pachorra de dar notas de A (melhor) a F (pior) às bandeiras das nações e domínios coloniais do mundo. Pelos critérios dele, a bandeira brasileira é a mais feia entre os países independentes: nota D, como repreensão.

Starmap original but atrocious. Worst flag of any independent nation state.
A Nova Zelândia levou um C por "besteira colonial". Os EUA, outro C por excesso de elementos, estrelas demais.

A "campeã" da América do Sul é o Chile, nota A.

(via Design Observer)

Lançado por david às 11:32 | 5 cantando e rodando

Por que Pernambuco é vanguarda

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Meca Jedi do Brasil

- Porque o Créu já (quase ) deu o que tinha que dar e, amanhã, a bola vai ser do "Tchin Tchin", a Melô do Michê (ouça). É a próxima onda.

- Porque Ariano Suassuna canta que "em redor do buraco, tudo é beira". Vai virar funk, em breve.


Rutherford, Bohr e um cavalo morto, sem vida

- Porque, no carnaval, "Beat it" vira "Pires".

Ei, Michael, por que tá jururu?

- Porque Carlos Pena Filho ainda é poeta vivo, apesar de morto.


A Solidão e Sua Porta

Quando mais nada resistir que valha
a pena de viver e a dor de amar
E quando nada mais interessar
(nem o torpor do sono que se espalha)

Quando pelo desuso da navalha
A barba livremente caminhar
e até Deus em silêncio se afastar
deixando-te sozinho na batalha

Arquitetar na sombra a despedida
Deste mundo que te foi contraditório
Lembra-te que afinal te resta a vida

Com tudo que é insolvente e provisório
e de que ainda tens uma saída
Entrar no acaso e amar o transitório.

Obs: Como é que alguém pode ter a cara de pau olímpica de dizer que Pernambuco não tem cultura? Barbaridade.

Lançado por david às 00:45 | 4 cantando e rodando

14-01-08

Por isso eu venho aqui

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Análise da boa é na base da botinada

Muita gente esnobe riu quando Odvan, o zagueiro-zagueiro, estourou no futebol. Como é que alguém pode ter sido batizado com o nome de uma música do Roberto Carlos?

Não sabem de nada, os filisteus. Se soubessem e se rendessem, veríamos brotar uma geração de Odvans.

"O Divã" é, com todo o exagero que exige uma verdade, uma das letras brasileiras do século que passou.

Relembro a casa com varanda
Muitas flores na janela, minha mãe lá dentro dela
Me dizia num sorriso mas na lágrima um aviso
Pra que eu tivesse cuidado
Na partida pro futuro eu ainda era puro
Mas num beijo disse adeus

Minha casa era modesta
Mas eu estava seguro, não tinha medo de nada
Não tinha medo de escuro, não temia trovoada
Meus irmãos à minha volta e o meu pai sempre de volta
Trazia o suor no rosto, nenhum dinheiro no bolso
Mas trazia esperanças

Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Por isso eu venho aqui

Relembro bem a festa, o apito
E na multidão um grito, o sangue no linho branco
A paz de quem carregava em seus braços quem chorava
E no céu ainda olhava e encontrava esperanças
De um dia tão distante, pelo menos por instantes
Encontrar a paz sonhada

Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Por isso eu venho aqui

Eu venho aqui me deito e falo
Pra você que só escuta, não entende a minha luta
Afinal de que me queixo, são problemas superados
Mas o meu passado vive em tudo que eu faço agora
Ele está no meu presente, mas eu apenas desabafo
Confusões da minha mente

Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam
Essas recordações me matam


Pela dinâmica dos nomes, de tempos em tempos, ricos ganham nomes de pobres e pobres, de ricos. Aguardem 2020.

Lançado por david às 03:23 | 0 cantando e rodando

11-01-08

Só os convertidos merecem confiança

Não confio em nenhum liberal da minha geração que não tenha vibrado na alma quando o hino soviético soou em Rocky 4.

Epifania

O olhar do cunhado pinguço para o treinador do Rocky é "créu-velocidade 5" em dramaturgia.

Lançado por david às 01:01 | 2 cantando e rodando

10-01-08

Tem que ter habilidade

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A pedidos

O Obama pode perder, mas ninguém tira. Ele é o único orador "créu-velocidade 5" da cambada.

Lançado por david às 12:59 | 4 cantando e rodando

09-01-08

A guerra é deles

O Pedro Dória resumiu o espírito do tempo.

A blogosfera brasileira é um poço de intolerância ideológica. Imagino que seja muito divertido estar à direita chamando a esquerda de ‘petralha’ ou estar à esquerda acusando a existência de uma ‘mídia golpista’. Pois bem, de minha parte não sento na torcida do Vasco de jeito nenhum. Mas futebol serve mesmo à irracionalidade.
Existem muitas corrupções, mas é pela corrupção do espírito (no sentido da inteligência, não das manifestações de terreiro) que a casa começa a ruir. Desde meados de 2005, auge da crise do mensalão, o caldo vem desandando. Dos dois lados.

Esse mal, em si, está incubado há mais tempo. Levando a sério a máxima de que só se deve recair na autocitação em prejuízo próprio, vale relembrar um diagnóstico errado feito neste blog, há mais de dois anos, na ressaca dos e jeffersons, valérios e delúbios:

Observem. Uma série de blogs interessantes, à direita e à esquerda, desceu à caricatura. Suas cores e lemas berram à vera, mas esclarecem pouco, pouco demais. Cansou. Ninguém faz cruzadas em caixas de comentários ou revoluções com posts bem azeitados.

Haveria algum consolo, talvez, se essa guerra bufa fosse fruto de um mal genuinamente nacional, uma Doença de Chagas do espírito. Quem dera. O vírus que se abate nasceu em outras bandas. Vem lá de cima, do Norte.

Equívoco total. Há um consolo torto sim. A moléstia é nossa mesmo. É a Chagas das idéias, sem tirar, nem pôr. Não tem germe americano na parada, nada de foxização. São as frustrações à direita e à esquerda com a nossa redemocratização que estão no DNA dessa cagada toda. As aspirações tolhidas de quem se vê na oposição, os gritos abafados daqueles que, por força maior, atendem ao apelo das razões de Estado, a volta de um sonho revolucionário na forma de frustração, o desejo mal disfarçado de restaurar uma certa "ordem", todo o mal-estar da já não tão novíssima república conspira para corromper o debate.

O interessante é que os termos da guerrinha em curso são fixados de antemão por gente com contas a acertar com 68. São eles os pitaqueiros da antiga, os hoje "blogueiros-novos", que viveram o turbilhão sessentista ou que, por algum capricho do coito, nasceram tarde, mas a tempo de se formarem à sombra do ano-chave. São cabeças e, principalmente, bocas de outra geração¹.

Se passarmos a prestar atenção às palavras que tomamos emprestadas deles, talvez venhamos a notar que a nossa língua, apesar de parecida, é outra.

---
¹Retórica gerontólogica. Taí uma disciplina a ser explorada.

Lançado por david às 13:36 | 3 cantando e rodando

Crônica de uma festa que ainda não começou

Algumas observações, pra botar ordem na casa:

1. Iowa não dá dicas sobre os EUA.

2. Em termos existenciais, New Hampshire tem mais a ver com Montana do que com o resto do país.

3. Nenhum dos dois estados em que tanto republicanos quanto democratas realizaram prévias têm voto negro ou latino de peso.

4. Não é uma corrida de velocidade. É uma maratona, e a muvuca ainda está cheia de "coelhos".

5. O resto é marola.

Lançado por david às 11:59 | 0 cantando e rodando

08-01-08

Ou vai ou racha

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Lançado por david às 00:13 | 0 cantando e rodando

07-01-08

G.R.E.S. Bandalha Cordial

Nenhum slogan bate. Levanta qualquer festa muxibenta. Resgata o DJ, salva a banda da bocejada alheia. Age sobre as massas como o vetusto "Ordem e Progresso" nunca conseguiu.

Vamos animar a casa de Noca, minha gente. Mao, aquele chinês sem ginga, inventou o "Grande Salto Adiante". Nós, brasileiros malemolentes, criamos o "Sai do Chão". Pra cima deles.

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Estado sem Nação
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Nação sem Estado

Lançado por david às 12:02 | 1 cantando e rodando

05-01-08

Não pára

O blog completa quatro anos esta noite.

Lançado por david às 20:48 | 4 cantando e rodando

04-01-08

Erotropicologia

No Recife, o motel mais próximo da casa grande de Gliberto Freyre se chama "Senzala". O círculo se fecha.

Lançado por david às 21:28 | 0 cantando e rodando

     
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