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28-12-07

Nosso rei

Rei Arthur

Já foi notado, por alguém mais sagaz, que a torcida do Flamengo é um imenso Narciso - o grego, não o zagueiro: gosta de se ver e comemora só de estar junta. Pois bem. No jogo dos campeões de 87, num Maracanã com 35 mil pessoas reunidas para testemunhar o que, teoricamente, não valia nada, vimos de volta em campo o nosso reflexo mais brilhante, o Zico. É nele, aquele que nos resgatou do vale das sombras, que o abismo jogador/torcedor desaparece. Zico joga e torce, torce e joga, e como ainda joga. Nós, fanáticos que por motivos técnicos, genéticos ou aerodinâmicos nunca vestimos "a" camisa, nos deleitamos em lembrar que sim, alguém já saltou do sonho de criança para a glória da realização. Quintino é Belém.

No grande esquema das coisas, o que interessa perder um pênalti num jogo de combinados? Se você moldou uma nação, tudo mais é pequeno.

lançado por david às 11:53, arquivado em Baixa gastronomia

Comentários

Quem viu a pelada dos 50 anos do Pelé, no começo dos anos 1990 e viu o Zico, ontem com os seus 54 anos dar um show no Maracanã pode sem medo de cometer uma injustiça cravar que o Rei do Maracanã é um ex-jogador muito melhor do que o Pelé.
Zico não precisou nascer forte e alto como o Pelé, nem precisou de joelho para se tornar o ídolo maior e messias de uma Nação.
Tirando a herança genética bendita, talento por talento não há dúvida:
EEEEEEEHHHHHHHHH! O Zico é melhor que o Pelé!

lançado por: Arthu às 16:24 , 28-12-07

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