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28-12-07

Delírio sob o calor

No Rio, aos 38 graus, você pode pegar uma insolação ao circundar ao Maracanã, queimar em Ipanema ou derreter na Avenida Rio Branco, a caminho da Leonardo da Vinci. E pode mais, até: de tão quente, você percebe que o Senegal, aquele país de calor senegalesco, é "logo ali" (ave Vanucci). Não adianta água, não adianta tirar a camisa.

Seu tetravô pode ter quebrado pedra em Cabinda ou torrado ao sol da Trebizonda, somos todos inadaptáveis por aqui. Não há treino para a fornalha úmida, portanto sue na sua inadequação.

Foi por estas bandas, transpirando como um porco bretão transportado para uma chácara de Bangu, que o racista do Gobineau perdeu de vez a paciência. Ele, para variar, estava errado: só assim vale a pena o Rio.

lançado por david às 00:03, arquivado em Baixa gastronomia

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