26-07-07
Protocolos dos Perebas de Sião
Se algum desocupado tiver a pachorra de escrever O judeu no futebol brasileiro, uma versão judia-de-mim do clássico de Mário Filho, terá de penar pra fechar a introdução. Entre as quatro linhas no Brasil, somos um povo sem história.
Desconte-se, por absoluta falta de tempo para a pesquisa séria, o rumor de que Friedenreich tinha um pezinho em Canaã e afirme-se, sem muita janela pro erro, que nossos boleiros não deixaram marca - o Sorín é argentino, não conta.
Para se ter idéia da nossa miséria neste que é o único tema que realmente interessa, não dá nem pra montar um rol decente de pernas-de-pau da colônia. Ninguém lembra o nome deles. Dizem que um andou pelas divisões de base do Grêmio e outro, pelo Entrerriense. Zero, nada.
Mas, calma, Higienópolis, calma. Um homem parece estar na área. O filho de Israel se chama Benny Feilhaber, de 22 anos. Carioca de nascimento, joga no Hamburgo, da Alemanha, e na seleção dos Estados Unidos, país para onde se mudou com a família quando ainda era apenas moleque.
Benny já fez mais do que qualquer jogador judeu brasileiro, fácil: só neste ano, fez o gol que deu a Copa de Ouro aos EUA e, de quebra, disputou a Copa América.
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Bônus:
Dreidel Dreidel em castellano.
lançado por david às 21:33, arquivado em A bola não entrou Judia de mim
Comentários
O Inter, em priscas eras, teve dois jogadores judeus: Russinho, que foi goleador e ídolo no meio do século e Bóris. Do Bóris há até uma história de um torcedor que o chamou de "judeu f.d . p." ele chutou a bola nele na torcida. O Grêmio teve um jogador que andou por outros times, não foi juvenil de lá, que era o Lipatin. Acho que se a pesquisa for para os anos 40 é capaz de encontrar mais exemplos.
lançado por: Marcos às 16:24 , 06-08-07
O Lipatin é uruguaio, não conta. Falei em "brasileiro judeu".
Do Russinho, não sabia. Você sabe o nome completo dele?
E do Boris?
lançado por: david às 19:45 , 06-08-07
