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22-07-07

Contra a canalhice

Silêncio.


Não quero que vocês percam a esperança neste país, mas, para mim, ele morreu, como morreu meu filho.

A frase, registrada pela Globo, é do pai de uma das vítimas do acidente em Congonhas. Eis a dor sem adjetivo.

O mal-estar, amigos, não pode ser etiquetado. Não existe mal-estar governista ou mal-estar de oposição, há só o fato da náusea. Se a náusea insiste em ter partido, ela ainda não é náusea suficiente.

Quem perde um mundo, quem perde um país, quem perde um filho esquece para que servem essas bandeiras. Se você não consegue esquecê-las, simplesmente não se deu conta de que perdeu o mundo, o país ou o filho.

lançado por david às 00:45, arquivado em Retórica

Comentários


Concordo com o pai. Não vou esperar pra perder um filho pra perder a esperança no país, o resto é carnaval. Ela se foi muito antes de semana passada. Grande post.

lançado por: Fernando às 02:52 , 22-07-07

Traduziu.

lançado por: Piddiu às 17:13 , 22-07-07

Essa frase foi a imagem da dor mais perfeita, somente quem não tem filho ou é absurdamente frio para não se condoer com com tantas omissões e descasos.

lançado por: Elektrabancore às 23:05 , 23-07-07

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