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01-08-06

Qana 57

30 km de incursão Líbano adentro não vai resolver.

Duas semanas de "mão livre", nihil obstat da Casa Branca, não vão resolver.

O enfraquecimento "quase total" do Hezbolá não vai resolver. O inferno (geena, em árabe e hebraico) está no quase.

É do jogo. Os fins são proporcionais aos meios. Israel tem meios de sobra e fins à altura. O Hezbolá tem os meios da guerrilha - e fins à altura.

Se Nasrallah sobreviver, vence. Se o Hezbolá disparar um katyusha no day after, vence. Basta respirar, reter a capacidade de se organizar e pronto. Nada de empate, nada de vitória infíma pra Israel, nada de nada: shum davar.

lançado por david às 11:37, arquivado em O couro come

Comentários

Nada mesmo.
Minha reação inicial é sempre apoiar Israel. Mas é tanta propaganda anti-guerra com fotos de crianças mutiladas. Tanta. Eu seria filho da puta se não me convencesse. Perdeu a graça essa brincadeira, melhor parar.
Queria ver também as fotos das crianças que o Hezbollah matou.

lançado por: Igor às 13:09 , 01-08-06

Eu fico abestado. Só pode ser o gosto pela guerra, só pode.
Não existe mais a crença de que a paz virá no futuro. Israel entrou fundo no jogo do Hesbolá. Onde isso vai parar quando o Irã tiver a mardita...

lançado por: piddi às 21:30 , 01-08-06

São tantos interesses de tantos lados, e tantas injustiças idem, que gerações se formam sem saber ao certo a razão original do conflito.
Chegamos ao ponto em que a retórica cria, dos dois lados, soldados sem rosto.
Israel se assemelha aos Eua, ao ter nas fileiras inocentes úteis e desinformados. E com patentes altas. Não era a regra.
Os árabes já não sabem porque lutam. A opressão agora serve de combustível para fazer jorrar lucros nas bolsas do ocidente.

Se os dois lados paracem e vissem como são usados...

lançado por: Gus às 01:51 , 02-08-06

Fala!




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