19-08-06
Mais uma do pessimismo preventivo
Escolha a atrocidade. Um berçário bombardeado, uma cidade envenenada, um avião de passageiros detonado em vôo, um campo de concentração, qualquer baixeza cruzada com violência tem contexto, pode ser emoldurada e justificada. É do jogo, mas há quem trabalhe por mais, por legitimidade – e aí o caldo entorna. Quem legitima o mal - o mal existe - faz mais do que “desnatar” o mal: absolve-o da sua radicalidade de tal maneira que, no fim do dia, do mal sobra só a casca. E a casca do mal é bonita, mais bonita quanto maior o mal. Quantas vezes você não viu gente elogiar o “senso de compromisso” de canalhas consumados? Pol Pot tinha certeza. Pinochet, vontade. Hitler, fervor. Stalin, Koba Kobinha Kobão, era cheio de engenho... Se você se incomoda com essas pérolas, aprenda urgentemente a relevar. The future, brother, is murder, não adianta gastar o latim. Quando a Al Qaeda atacar de novo com vontade, um coro de bem pensantes vai sussurrar essa turma do Bin Laden é foda, bem feito!, seja o que for feito, seja onde for feito.
Publique-se: neoconservador é o caralho.
lançado por david às 08:57, arquivado em O couro come
Comentários
Somos todos românticos - atacados e atacantes!
lançado por: Márcio Guilherme às 23:00 , 19-08-06
Enquanto apenas sussurrarem, ainda está bom. Em voz baixa se diz cada coisa, e há tanto tempo...
Eu prefiro a imbecilidade que não ousa dizer o seu nome, mais ou menos como Caetano disse preferir o racismo brasileiro, que é velado.
lançado por: Marcus às 13:59 , 20-08-06
E Nietzsche aplaude.
lançado por: Christian Rocha às 16:41 , 20-08-06
E Nietzsche aplaude.
lançado por: Christian Rocha às 16:44 , 20-08-06
David, eu não vejo nada de conservador (ou liberal) nesse teu post, e sim lucidez.
lançado por: Leila às 17:04 , 21-08-06
Como se conta a história? Por isso a Fox prospera.
lançado por: Fábio às 18:27 , 22-08-06
