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07-02-06

O que os consultores não dizem

Um mal adjetivo arruina um negócio. Faz ruído e torce a mensagem. Exemplos estão no foro, lá fora.

Caso 1 (real):


Venha. O hotel é limpo

Caso 2 (provável):

Vote. O candidato é honesto.

Em ambos, o adjetivo traz à baila seu contrário (sujo em 1, desonesto em 2). É da mecânica da desconfiança: se os próprios negociantes consideram seu ramo podre e a exceção digna de nota, por que acreditar que o vendedor modelo está ali, bem diante de você, potencial consumidor? É estatisticamente improvável e mais, estranho.

Se é o básico que se mostra, imagine o que se esconde.

lançado por david às 12:29, arquivado em Retórica

Comentários

Muito bom o insight.

lançado por: Marcus Pessoa às 11:31 , 08-02-06

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