08-12-05
Leiam o original, com urgência
God is good. God is great. God is good. My God is good. Bin Laden’s God is bad. His is a bad God. Saddam’s God was bad, except he didn’t have one. He was a barbarian. We are not barbarians. We don’t chop people’s heads off. We believe in freedom. So does God. I am not a barbarian. I am the democratically elected leader of a freedom-loving democracy. We are a compassionate society. We give compassionate electrocution and compassionate lethal injection. We are a great nation. I am not a dictator. He is. I am not a barbarian. He is. And he is. They all are. I possess moral authority. You see this fist? This is my moral authority. And don’t you forget it.Assim, Harold Pinter imaginou W.. O "exercício" faz parte do discurso de aceitação do Nobel de Literatura deste ano, uma fala gravada. Ouro.
Concorde-se ou não com o conteúdo (e a casa tem lá suas muitas divergências), há de se reconhecer a força, vital mesmo, do pronunciado. Mesmo frágil, Pinter laçou ethos, pathos e logos pelo pescoço para, em questão de menos de uma hora, ir do teatro imaginado ao teatro vivido: da ficção à política. Só um criador maduro, seguro dos meios, pode fazer essa transição de maneira elegante. E Pinter fez.
Bravo!
lançado por david às 02:59, arquivado em Retórica
Comentários
E pensar que por aqui só encontramos a tradução do Millôr de "Volta ao Lar". E mesmo assim em apenas alguns sebos...
lançado por: Leandro Oliveira às 09:54 , 09-12-05
