19-09-05
De ganho em ganho

Os negros chamados de ganho serviram para tudo no Brasil: vender azeite-de-carrapato, bolo, cuscuz, manga, banana, carregar fardos, trazer água dos chafarizes às casas dos pobres - trazendo de tarde os proventos para o senhor.(Gilberto Freyre, Casa Grande e Senzala, Record, 1995)
Cena 2:
Grande parte da riqueza ainda patriarcal e já burguesa do Rio de Janeiro como de Salvador, de Recife ou de São Luiz do Maranhão, estava, até a predominância do transporte por animal sobre o transporte por negro, nesses escravos de ganho, alugados pelos seus senhores como se fossem cavalos de carro ou bestas de transporte.(Gilberto Freyre, Sobrados e Mucambos, Global Editora, 2004)
Leu? No meio tempo, um fantasma cruzou a esquina. Carregava lata ou papelão?
lançado por david às 14:59, arquivado em Apostas
