20-07-05
Teoria do Mensalão
Modelo Keynesiano Petista Simples para uma Economia Fechada
(dos Arquivos Secretos da Casa Civil)
Hipóteses do Modelo:
O Investimento é autônomo – como o grupo que conduz a política econômica paralela não conseguiu se infiltrar no BC, não há por que avaliar o efeito da taxa de juros sobre o investimento (depende dos capitalistas, que são todos tucanos).
O Gasto Público também é autônomo, pois é determinado pelo Ministério da Fazenda.
A tributação é considerada fixa em relação à renda (promessa de campanha).
O consumo é uma função da renda disponível – que desconta da renda total o que se paga de imposto e inclui as transferências governamentais (seguro desemprego, aposentadoria e mensalão).
Existem 3 tipos de consumidor nesta economia: os militantes partidários, os políticos corruptos e o povo.
O nível de preços é considerado constante.
Há um consumo autônomo em relação à renda.
A militância, hipoteticamente, possui uma propensão marginal a consumir (m) menor do que a dos políticos corruptos (p). A propensão marginal a consumir do povo (c) está no nível intermediário. Assim, o aparelhamento do Estado faz desperdiçar uma chance única de impulsionar ainda mais a economia.
Desenvolvimento:
A correção se dá ao se impor uma tributação extra aos militantes e uma transferência de renda aos políticos corruptos, que sem poder enviar o dinheiro para fora do país tem que lavar o dinheiro internamente, dando um impulso adicional à economia. Esta impossibilidade existe por causa dos doleiros, todos enjaulados pela PF tucana.
Os políticos também possuiriam uma propensão marginal a consumir maior do que a do povo e a da militância por outros motivos comportamentais.
DAS (adicional pago aos funcionários militantes em cargos de confiança)
MEN (Mensalão)
F0 (Fome Zero, que para simplificar a análise será considerado nulo)
Y= {Co + Io + Go + [m . (DAS)] + [p . ( MEN)]} / {1 – [m .(1 – t –d )] – [p . (1-t)] –[c(1-t)]}
O numerador da expressão é todo constante e então agregamos como A.
Temos então,
Y= A / {1 – [m .(1 – t –d )] – [p . (1-t)] –[c(1-t)]}O termo 1 / {1 – [m .(1 – t –d )] – [p . (1-t)] –[c(1-t)]} é o chamado multiplicador dos gastos. Temos finalmente que Y= A . B (B= multiplicador dos gastos autônomos).
Ao transferir renda dos militantes para os políticos, o multiplicador dos gastos aumenta. Para um mesmo nível de gastos autônomos, o produto agregado associado é maior.
Conclusão:
Ao transferir renda os políticos corruptos, que consomem e lavam mais os recursos do que os militantes e o povo, os condutores da política econômica paralela da Casa Civil levaram a economia a um crescimento mais elevado enquanto o esquema do Mensalão funcionou plenamente.
Os efeitos do impulso iniciado em 2003 foram percebidos no ano de 2004, uma vez que a montagem do esquema passou primeiro pelo aparelhamento e pela busca de fontes de financiamento. A transferência total só veio depois. Quando o esquema parou, a economia desacelerou.
Quando os políticos corruptos param de receber o mensalão e quando o partido de governo cai em descrédito, todo DAS transferido fica com os militantes. A partir desse ponto, pode ser desconsiderar tanto o consumo dos políticos quanto o dízimo.
Então,
Y= {Co + Io + Go + [m . (DAS)]} / {1 – [m .(1 – t )] –[c(1-t)]}
O multiplicador cai e as transferências para os políticos desaparecem. Como p, a propensão marginal a consumir dos políticos, é maior do que m, propensão marginal a consumir dos militantes (p > m), A, o gasto autônomo, também cai. Todos os fatores contribuem para a queda do Produto Agregado. Em termos correntes: pedala, Palocci!
lançado por arthur às 02:42, arquivado em O capitalismo está em crise
